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Legacy. A nova campanha de promoção das joias portuguesas no mundo

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Joalharia portuguesa quer liderar o movimento em prol da sustentabilidade no cluster da moda

A joalharia portuguesa tem uma nova campanha de promoção internacional, que esta quinta-feira foi publicamente apresentada na Casa da Arquitetura, em Matosinhos. Sob o mote ‘Legacy’, a campanha remete para os valores da “eternidade” e da “intemporalidade” das joias, mostrando-as como “testemunhos de passagem do tempo e da ligação entre as gerações”. Num investimento de meio milhão de euros, com produção da Snowberry, fotografia de Ricardo Santos e vídeo de João Le Joy, a Portuguese Jewellery Legacy surge no âmbito da nova estratégia de sustentabilidade que a Associação de Ourivesaria e Relojoaria de Portugal (AORP) está a implementar dentro e fora do setor.

“A joalharia é um setor que, por natureza, recicla e a premissa base desta campanha é precisamente a de que as joias são eternas. Podemos pegar numa peça das nossas avós e usá-la, porque está sempre na moda, ou transformá-la em algo mais moderno e mais atual, até porque temos empresas que são mestres nessa técnica de usar os desenhos mais tradicionais de uma forma muito contemporânea. Sendo as joias feitas à base de matérias-primas nobres, como a prata, o ouro ou a platina, podem ser continuamente reciclados”, explica o recém-eleito presidente da AORP, Nuno Marinho, sublinhando: “Queremos ser um pouco o farol do cluster da moda na sensibilização para o tema da sustentabilidade, puxando pelos outros setores”.

A nova campanha faz, ainda, a apologia dos valores do comércio justo e do slow fashion. “A joalharia portuguesa é uma arte preservada por mestres artesãos, guardiões de uma tradição e de um saber-fazer únicos no mundo. Comprar uma joia é contribuir para a proteção das técnicas manuais e do talento de gerações”, acrescenta a AORP.

Mas a sensibilização para o tema da sustentabilidade não é, apenas, dirigido ao exterior. Nuno Marinho admite que o objetivo é, também, inspirar as empresas do setor a adotar “políticas mais sustentáveis de gestão e proteção dos recursos naturais, encorajar a reciclagem e reutilização de materiais, bem como defender princípios de respeito e de igualdade para todos”. Porque “o planeta é o nosso maior legado” e os consumidores estão cada vez mais conscientes disso, o presidente da AORP lembra que as políticas de sustentabilidade “são essenciais à sustentabilidade das marcas”.

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Para assinalar o lançamento da nova campanha – que se insere no plano de promoção internacional da joalharia portuguesa, um investimento de dois milhões de euros, até novembro de 2020, no apoio a eventos nos mercados externos e missões empresariais diversas – a AORP organiza, nos dias 5 e 6 de julho, um showcase de joalharia portuguesa, na Casa da Arquitetura, em Matosinhos.

O evento, aberto ao público mediante pré-inscrição, reúne uma seleção de 20 marcas que “representam a essência da joalharia portuguesa”, numa “simbiose perfeita” entre a herança da tradição e a visão do design contemporâneo. Com uma “cuidada curadoria”, a seleção de marcas à venda no evento representa a” versatilidade de estilos” da joalharia portuguesa, das marcas tradicionais que apresentam as técnicas e desenhos intemporais, como Fernando Martins Pereira, Inês Barbosa, Jorge SilvaPortugal Jewels, Tavares, Alma e Coração e Amo Joias Portugal, ao design de autor cada vez mais em voga em Portugal, com assinatura de Liliana Guerreiro, Joana Mota Capitão, Sopro Jewellery, Maria Leão Torres, Cris Maria Jewelry e Paula Bluemchen. Também algumas marcas de joalharia contemporânea marcam presença como Cinco, HLC Jewellery, Mesh Jewellery, Pekan Jewellery, Rose Blossom by Ouropa, Arte Nova Jewellery, Wings of Feeling e Magajóias.

Este é um dos primeiro eventos da AORP sob a égide da nova direção, eleita a 16 de maio. Nuno Marinho é um dos elementos que assegura a continuidade face à equipa anterior. Sobre a sua visão do futuro do setor é perentório em defender que este passa pela internacionalização. “Queremos crescer lá fora e temos argumentos para isso”, garante.

Os mercados internacionais valem, para já, cerca de 100 milhões de euros, ou seja, aproximadamente 10% do volume de negócios da joalharia portuguesa. “Queremos que esse valor aumente ao 10 a 15% ao ano para que possam chegar a 2022 com uma quota de exportação na ordem dos 15%”, explica.

Nuno Marinho crê num “futuro risonho” para a joalharia nacional, designadamente por efeito do crescente rejuvenescimento da indústria. “Quem chega de novo ao setor são pessoas já com formação superior e muitas vezes ligadas às indústrias criativas, o que é uma mais-valia quer nos projetos de produção própria, quer nos que recorrem à subcontratação das empresas tradicionais do setor, constituindo, assim, um fator de alavancagem para estas também”, advoga.

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