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O que se passa em Davos? Guia de leitura rápida

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Arrancou terça-feira o encontro dos gigantes económicos mundiais. Líderes políticos, empresários, reuniões e debates.

Afinal de contas, o que se passa em Davos?

É tema do dia e será, certamente, mote para o resto da semana. Arrancou esta terça-feira, dia 23, a 48ª edição do Fórum Económico Mundial que reúne em Davos, uma pequena comuna suíça, líderes mundiais na área dos negócios, economia e política. Quem são e o que estão lá a fazer? O Dinheiro Vivo responde.

O que é?
O Fórum Económico Mundial (World Economic Forum, em inglês) é uma cimeira que reúne anualmente várias organizações mundiais, decisores políticos, líderes de negócios e sociedade civil. É conhecido como um encontro de elites onde marcam presença os mais poderosos do mundo.

Onde e quando?
A cimeira decorrerá esta semana, entre os dias 23 e 26 de janeiro, em Davos, uma pequena comuna suíça.

epa06467595 Exterior view of the congress centre on the opening day of the 48th annual meeting of the World Economic Forum, WEF, in Davos, Switzerland, 23 January 2018. The meeting brings together enterpreneurs, scientists, chief executive and political leaders in Davos January 23 to 26.  EPA/GIAN EHRENZELLER

Para que serve?
Os participantes reúnem-se para discutir temas dos mais importantes da atualidade mundial. Este ano, sob o mote “Criar um futuro partilhado num mundo fraturado”, serão abordadas questões como as alterações climáticas, as desigualdades de género, a inteligência artificial ou as disparidades económicas.

Quem vai?
São 3000 participantes de mais de 100 países. São 350 líderes mundiais e cerca de 60 chefes de Estado entre outras personalidades do mundo empresarial e sociedade civil. Apenas 21% destes lugares são ocupados por mulheres.

E quem representa Portugal?
Portugal, à semelhança do que acontece desde 2014, não faltará ao encontro. O Governo será representado pelo primeiro-ministro António Costa, pelo ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, e pelo ministro das Finanças, Mário Centeno.

O comissário europeu da Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas, também estará presente. Fora do espetro político, outras personalidades nacionais estarão em Davos, como o presidente do Lloyds Bank, António Horta Osório, o administrador da Jerónimo Martins, Henriques Soares dos Santos, ou o administrador da Fundação Francisco Manuel dos Santos, José Soares dos Santos. Já a presidente da Sonae Capital, Cláudia Azevedo, é a única mulher a juntar-se ao grupo.

Leia também o artigo Portugal parte à conquista da montanha do dinheiro

O que estarão a fazer António Costa e Caldeira Cabral?
Com uma agenda oficial dividida entre reuniões e debates, o Governo português terá uma semana preenchida com o objetivo de “colocar Portugal entre a prioridade dos investidores mundiais”. António Costa estreou-se neste evento como principal orador, num almoço promovido no dia de abertura pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), intitulado «Porquê Portugal e porquê agora». O objetivo foi aliciar investidores estrangeiros a apostar no país. Também para o primeiro dia esteve agendado um encontro com o presidente de Angola, João Lourenço.

Quarta-feira, 24, Costa será orador numa conferência sobre o futuro da Europa, na qual também discursam a Comissária europeia do Comércio, Cecília Malmström, e o primeiro-ministro da Irlanda, Leo Varadkar.

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, leva uma agenda pesada, com intervenções a acontecer em todos os dias da cimeira.

Carlos Moedas está em Davos integrado numa delegação da Comissão Europeia e no mesmo dia participará num debate sobre a investigação. A iniciativa “Portugal Day”, que pretende divulgar o que de melhor Portugal tem para oferecer, irá completar a agenda de quarta-feira.

Quem são os líderes mundiais em Davos?
Veja nas imagens no início deste texto e leia o artigo Davos, a cimeira que junta Trump, Guterres e Elton John.

Manifestações esperadas
Donald Trump é o grande motivo das contestações. O presidente dos Estados Unidos, que irá discursar na sexta-feira, estará no centro dos protestos agendados para sábado, em Berna, promovidos por uma associação anti-capitalista suíça. A polícia regional será apoiada pelo exército suíço – ao todo, serão 5000 militares envolvidos na operação de segurança.

Palavra do Papa
Também o líder mundial da Igreja Católica deixou uma mensagem aos participantes da cimeira. Em carta aberta, o Papa Francisco alerta para questões como o crescimento do desemprego, o aumento das diversas formas de pobreza e as disparidades socioeconómicas. O líder religioso referiu ainda a necessidade de “observar uma ética de desenvolvimento sustentável e integral, baseada em valores que coloquem no centro o ser humano e os seus direitos”. Relativamente à inteligência artificial, um dos assuntos em debate por estes dias em Davos, o Papa Francisco afirma que esta deve ser utilizada ao serviço da humanidade.

Quando surgiu esta cimeira?
O Fórum Económico Mundial foi criado por Klaus Schwab, professor de política empresarial na Universidade de Genebra, em 1971. Inicialmente intitulado de European Managment Forum, tinha o propósito de incutir nas empresas europeias boas práticas de gestão utilizadas nos Estados Unidos.

 

Quanto custa?
Os bilhetes custam pouco mais de 15 mil euros (19 mil dólares). Contudo, a acrescentar a este preço, é necessário pagar a subscrição anual de membro do Fórum, no valor de aproximadamente 42 mil euros. Há ainda outros níveis de subscrição destinados a grandes empresas e que podem chegar aos 500 mil euros anuais.

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