Catástrofe

Parte dos 61 mortos do incêndio de Pedrógão eram turistas

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O Governo já declarou três dias de luto nacional. Escolas da região ficam encerradas, com os exames nacionais a serem realizados em data posterior.

O fogo que no sábado deflagrou no concelho de Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, é um dos que mais vítimas mortais provocou nos últimos anos em Portugal. Estão confirmadas 61 vítimas mortais, de acordo com a comunicação do secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, num balanço às 14 horas deste domingo. Todos os mortos são civis, segundo as autoridades, e a maioria foi encontrada dentro de 15 viaturas numa estrada nacional entre Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera ou nas imediações.

Parte dos mortos que estavam nos carros na estrada que liga Castanheiroa da Pêra ao Itinerário Complementar 8 (IC8) eram turistas que tinham ido à praia fluvial das Rocas, revelou a vice-presidente da Câmara. “É uma tragédia que temo que se repita”, considerou Ana Paula Neves,

O Conselho de Ministros aprovou já um decreto que declara luto nacional durante três dias, entre hoje e terça-feira.

“Sempre que venho ter connosco infelizmente trago um número que tem aumentado: temos 62 mortos sendo que dois deles são vitimas de um acidente rodoviário na mesma via”, afirmou Jorge Gomes, em declarações aos jornalistas no local.

Há ainda 57 feridos, entre os quais seis em estado grave – quatro bombeiros e uma criança -, dos quais 18 foram transferidos para hospitais de Lisboa, Coimbra e Porto.

A maioria dos mortos foram encontrados em zonas de estrada – 30 dentro dos carros e 17 na berma – pelo que o Governo apela à população para que não se desloque ao local. As vítimas foram encontradas na Estrada Nacional 236, que faz a ligação ao IC8.

As vítimas mortais estão a ser identificadas no local pelas forças de segurança, mas uma identificação final só será feita posteriormente, disse diretor nacional adjunto da Polícia Judiciária, Pedro do Carmo.

O Governo declarou na madrugada deste domingo o estado de contingência, que permitirá ativar mais meios. “O estado de contigência ativa determinados meios e permite também outras possibilidades para tudo o que vier a desenrolar-se a partir daqui e também para o que já aconteceu”, declarou Jorge Gomes.

Escolas da região ficam encerradas, com os exames nacionais a serem realizados em data posterior.

Sem sinais de abrandar, o fogo continua a lavrar em quatro frentes, “duas das quais com extrema violência”, segundo informação prestada pelo responsável.

Além dos 700 bombeiros e cerca de 250 viaturas envolvidos no combate às chamas, estão a ajudar no combate às chamas dois Canadair – um português e um espanhol. Christos Stylianides, comissário europeu para a Ajuda Humanitária, disse que já foram enviados também aviões de combate a incêndios do Mecanismo de Proteção Civil Europeu.

O IC8, a via que liga Pombal a Vila Velha de Ródão, no nó da zona industrial, voltou a ser encerrado.

O país mobiliza-se para prestar apoio à população, com as Forças Armadas a enviarem efetivos para o local. A Marinha vai fornecer refeições, tendo o Exército enviado vários pelotões, estando ainda de prevenção. A Força Aérea vai enviar aeronaves.

 

(notícia atualizada às 19h20)

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