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Lava Homes. Turismo rural no místico Pico com investimento de 2,5 milhões

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Projeto de turismo rural no Pico junta nove sócios, tem um investimento global de 2,5 milhões e abre em 2019

Um projeto de turismo rural no Pico junta nove sócios, tem um investimento global de 2,5 milhões de euros e abre em 2019, querendo potenciar a “mística especial” e “muito selvagem” da ilha açoriana.

O projeto chama-se ‘Lava Homes’ e irá nascer no lugar da Terra Alta, freguesia de Santo Amaro, concelho de São Roque do Pico – no total são 14 casas que vão até 70 camas tendo o projeto como base “as qualidades topográficas, clima, tradição local e as pré-existências do lugar”.

“A ideia nasceu do meu conhecimento da ilha e da minha proximidade com pessoas amigas que gostariam de ter uma casa na ilha. Mas que não fosse uma casa para virem cá uma vez por ano, mas que tivesse algum rendimento”, diz à agência Lusa Luís Filipe Silva, um dos nove sócios do projeto e o único com residência fixa no Pico, tendo sido, por exemplo, presidente da Câmara Municipal de São Roque do Pico.

Para Luís Filipe Silva, o “turismo em espaço rural” adapta-se em pleno ao Pico, e consiste mesmo num “mercado em profundo crescimento” numa ilha conhecida pelo seu vinho e pelas suas adegas.

“O Pico tem uma mística especial, é uma ilha muito selvagem. É conhecida como a ilha das adegas, que funcionavam como ‘salas de visitas’ entre amigos. Muitas adegas já nem vinho tinham, mas continuavam a ser sala de visitas”, prossegue o sócio do projeto ‘Lava Homes’.

Logisticamente, vinca, “seria melhor haver alguma concentração que haver casas isoladas pela ilha”, daí a compra de vários terrenos adjacentes para se criar o bloco ‘Lava Homes’ – no local, é notório que algumas casas estão já perto de concluídas, estando algumas ainda numa fase menos adiantada da sua obra.

“A fase de obras terminará em 2019, seguramente. Este ano poderemos abrir parte apenas para uma fase de testes, coisas para amigos”, diz o picoense, lembrando que as compras de terrenos, financiamentos e candidaturas a apoios comunitários, fundamentais para o desenvolver do projeto, se deram “há cerca de dois anos”.

No total, são perto de nove mil metros de lotes, 1.760 dos quais de área bruta de construção.

A vista para norte dá para a ilha de São Jorge no horizonte e a oeste, num dia de pouca nebulosidade, é possível avistar o topo da montanha do Pico, o ponto mais alto de Portugal.

Outra das mais-valias do espaço, analisa Luís Filipe Silva, é o integrar do Pico nas chamadas ilhas do Triângulo – na prática, tal representa que se pode ir de barco a mais duas ilhas, em deslocações curtas, maximizando o tempo de turismo nos Açores: Faial e São Jorge estão, cada uma, a menos de uma hora de distância de barco do Pico.

“Criar uma região turística leva décadas, mas podemos destruir esse trabalho em dois anos”, realça ainda o picoense sócio do projeto ‘Lava Homes’, cuja inspiração parte de férias passadas por uma outra sócia na Aldeia da Cuada, na ilha das Flores, e “pelo carácter bucólico da estadia, longe da civilização e imersa numa força da natureza inspiradora”.

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