Região Demarcada do Douro

Sogevinus reforça nos vinhos ‘premium’ com a compra da Quinta da Boavista

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A Quinta da Boavista, uma das mais antigas do Douro, era propriedade, desde 2013, da Lima & Smith. O valor do negócio não é divulgado

A Sogevinus, líder de vinho do Porto em Portugal, e dona das casas Calém, Burmester, Kopke e Barros, anunciou a compra da Quinta da Boavista, histórica propriedade de 80 hectares que fez parte da primeira delimitação da Região Demarcada do Douro levada a cabo pelo Marquês de Pombal em 1756. O valor do negócio não é adiantado, com a Sogevinus a assumir, apenas, que a nova aquisição lhe permite reforçar a sua posição no mercado dos vinhos DOC Douro e em especial no segmento premium.

A operar no mercado desde a década de 1990, a a empresa está presente em 60 países e produz uma média anual de 8,8 milhões de garrafas, das quais 7,8 milhões são de vinho do Porto. A Sogevinus conta com 360 hectares de vinhas na Região Demarcada do Douro, distribuídas por três propriedades, as quintas de S. Luiz, perto do Pinhão, no Cima-Corgo, de Arnozelo, entre São João da Pesqueira e Vila Nova de Foz Côa, no Douro Superior, e do Bairro, próxima da Régua, no Baixo Corgo, a que se juntam, agora, a Quinta da Boavista, localizada na margem direita do rio Douro, em Sabrosa, no coração do Cima-Corgo, e que pertenceu ao emblemático Barão de Forrester, no século XIX. Desde 2013 que integrava o portefólio da empresa Lima & Smith, o projeto de vinhos do brasileiro Marcelo Lima e do britânico Tony Smith, que detêm, ainda, a Quinta de Covela, na Região dos Vinhos Verdes.

Dos 80 hectares da propriedade, 36 hectares são área de vinha, com destaque para as castas Donzelinho, Tinto Cão e Touriga Nacional. “A quinta tem também uma vasta área dedicada a vinhas velhas, responsáveis pela produção de vários vinhos premiados, como a Quinta da Boavista Vinha do Oratório e Quinta da Boavista Vinha do Ujo distinguidos com 94 e 95 pontos Robert Parker, respetivamente”, destaca a Sogevinus em comunicado.

O negócio inclui, ainda, as marcas Boa-Vista e Quinta da Boavista. “Com um legado histórico no Douro e na sequência da estratégia de consolidação de vinhos tranquilos, acreditamos que a aquisição da Quinta da Boavista vem reforçar decisivamente o nosso portfólio de vinhos DOC, nomeadamente no segmento premium. A Quinta da Boavista tem sido muito bem-sucedida nos últimos anos no desenvolvimento de vinhos reconhecidos internacionalmente e a nossa expectativa é continuar a produzir grandes vinhos aqui”, sublinha Sergio Marly, CEO do grupo.

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