finanças pessoais

Vêm aí o calor. Aprenda a reduzir o consumo de água

Percorra a galeria de imagens acima clicando sobre as setas.

Além da que pagamos ao fim do mês, gastamos água que não vemos. Por isso, não basta poupar em casa. Mas é um começo.

As temperaturas começam a subir e já há previsões de um período de seca em Portugal. E não fosse a questão ambiental suficiente para justificar um cuidado redobrado – em Portugal são desperdiçados, por ano, 2,6 mil milhões de metros cúbicos de água -, esta fatura é uma das despesas fixas no orçamento familiar – e mais um custo que podemos reduzir.

“O primeiro passo é os consumidores perceberem que a água é um recurso escasso. E é preciso também ter noção de que, para a água chegar às nossas casas, é preciso gastar muitos milhares de euros. A água tem um custo não só ambiental, mas também económico e todos nós pagamos por isso”, aponta Valter Sousa, do departamento de formação e educação da Deco. Em Portugal, o desperdício é grande e abrange todos os setores – urbano, agrícola e industrial, diz o especialista.

O principal erro dos portugueses é mesmo “deixar a torneira a correr”, assegura Anabela Matos, fundadora da AS Procurement, especialista em otimização de custos, que reitera a necessidade de haver “consciência de que este bem não é ilimitado”.

“Torneiras a pingar, torneiras abertas enquanto se realiza a higiene diária, duches ou banhos de imersão exagerados e até autoclismos” com fugas são alguns dos hábitos que maior desperdício causam, diz Marcos Sá, diretor de comunicação e educação ambiental da EPAL. Porque “poupar água é uma aprendizagem”, o Dinheiro Vivo dá uma ajuda.

“A casa de banho é onde gastamos mais água” e é por aí que devemos começar a poupar, diz Valter Sousa. Optar por duches curtos, fechar a água enquanto se ensaboa, aproveitar a água que corre enquanto aquece e limpar regularmente a cabeça do chuveiro são hábitos fáceis de criar. A água das descargas sanitárias pode representar 30% do consumo total. Por isso, ajuste o autoclismo para o volume de descarga mínimo e evite usar a sanita como caixote do lixo.

Depois, avance para a cozinha. Sempre que possível, use as máquinas de lavar roupa e loiça com a carga completa e evite os ciclos de pré-lavagem. E tenha atenção à manutenção, que também vai afetar os consumos. Se puder, evite lavar a loiça à mão. Sendo a única opção, não tenha a torneira sempre aberta e use pouco detergente, para poupar no enxaguamento.

Se tiver jardim, procure fazer a rega de forma eficiente. Aproveite as horas de menor calor – antes das 8h e após as 18h – e tenha em atenção as condições climatéricas para ajustar as necessidades de rega. Na lavagem do carro, é importante lembrar que a água que usa é água boa para consumo – do total de água existente na terra, apenas 0,002% é potável. Lave o carro apenas quando está mesmo sujo. Prefira as estações de serviço ecológicas, aproveite os dias de chuva ou utilize balde e esponja. Por fim, instale, em todas as torneiras da casa, redutores de caudal. Pode reduzir até 50% do consumo. E não se esqueça de olhar regularmente para o contador: a leitura regular permite controlar a fatura e o consumo.

Lembre-se ainda da água que consumimos, mas que não vemos: a pegada hídrica associada aos produtos (ver infografia). “Quando faço compras estou a consumir água de acordo com os produtos que escolho”, lembra Valter Sousa. Procure ter um consumo sustentável, desde a compra à utilização.

infografia

Além de poupar em casa, procure evitar o desperdício no espaço público: “Esta água é de todos nós e também a pagamos, de uma forma ou de outra. Se há fugas, a entidade tenta compensar o dinheiro que foi investido para manter a qualidade do serviço e a água desperdiçada e isso pode refletir-se na fatura”, alerta o especialista da Deco. Por isso, sempre que detetar uma situação de desperdício, comunique à entidade responsável.

Percorra a galeria de imagens acima clicando sobre as setas.
Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
O presidente do Novo Banco, António Ramalho, discursa na cerimónia de lançamento do Projeto de Divulgação Cultural do Novo Banco. Fotografia: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Banca custou ao Estado mais 1,5 mil milhões de euros em 2019, agora ajude

coronavirus portugal antonio costa

Proibidos ajuntamentos com mais de cinco pessoas. Aeroportos encerrados

O primeiro-ministro, António Costa, fala aos jornalistas no final da reunião do Conselho de Ministros após a Assembleia da República ter aprovado o decreto do Presidente da República que prolonga o estado de emergência até ao final do dia 17 de abril para combater a pandemia da covid-19, no Palácio da Ajuda, em Lisboa, 2 de abril de 2020. 
 MÁRIO CRUZ/POOL/LUSA

Mapa de férias pode ser aprovado e afixado mais tarde do que o habitual

Vêm aí o calor. Aprenda a reduzir o consumo de água