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Via Outlets investe 13 milhões de euros em Vila do Conde

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Depois dos 20 milhões investidos no Freeport, em Alcochete, a empresa vai agora renovar o seu centro a Norte. Intervenção arranca em setembro e vai durar um ano. Centro mantém-se em funcionamento

A Via Outlets, empresa proprietária dos centros Vila do Conde Porto Fashion Outlet e Freeport Lisboa Fashion Outlet, vai investir 13 milhões de euros na renovação do seu espaço a Norte. A intervenção, que se prolonga por um ano e tem arranque previsto já em setembro, visa tornar o outlet de Vila do Conde numa “referência enquanto destino de compras” na região Norte. O centro manter-se-á em funcionamento durante as obras.

Alvo de uma expansão há 10 anos, ainda sob a alçada dos anteriores proprietários, o Vila do Conde Fashion Fashion Outlet será, agora, alvo apenas de uma remodelação, ao contrário do que aconteceu no Freeport, onde a Via Outlet investiu 20 milhões de euros, entre 2016 e 2017, em trabalhos mais profundos, incluindo o alargamento do número de lojas.

Em Vila do Conde, o objetivo é “elevar a experiência de compra” dos visitantes e um dos “eixos fundamentais do projeto” tem a ver com a “oferta de serviços”, explicou ao Dinheiro Vivo o regional business director da Via Outlets Iberia, destacando a criação de um wellcome desk junto da entrada principal, um espaço na indústria do lazer e turismo, diz Nuno Oliveira, e que servirá “para que quem chega possa ser bem acolhido”.

O investimento inclui, ainda, uma intervenção ao nível da arquitetura interna do centro, com especial destaque para as duas entradas e para a zona de restauração, que será “totalmente renovada” e que irá receber “uma oferta mais local e diferenciadora”. A entrada de operadores regionais que “aportam maior autenticidade aos nossos espaços” é uma das apostas da Via Outlets. “Quanto melhor for a nossa oferta de restauração, maior a probabilidade de aumentarmos a duração média da visita”, sublinha Nuno Oliveira.

Alargar oferta com novas marcas
O projeto inclui, também, uma preocupação com a eficiência energética, de modo a tornar o edifício mais sustentável e amigo do ambiente. Em termos de decoração, a aposta será em cores inspiradas no mar e na reinterpretação das tradicionais rendas de bilros de Vila do Conde. Tudo tendo vista tornar o centro “mais elegante, mais aprazível e mais acolhedor”.

Prevista, está também, a atualização da imagem das marcas já existentes e a entrada de novas insígnias. Ana Sousa, Armani, Bimba y Lola, Calvin Klein, Decenio, Lion of Porches, Pepe Jeans, Ralph Lauren ou Carolina Herrera são algumas das marcas instaladas em Vila do Conde e a que se juntaram, recentemente, a Adolfo Dominguez, Eugénio Campos, Scalpers e New Balance, entre outras. Mas há outras a caminho.

O investimento em Vila do Conde insere-se na estratégia dos 3 R’s da Via Outlets, o segundo maior operador europeu do sector, com 11 centros em nove países, e que sempre que adquire novos espaços, aposta na sua remodelação, remerchandising e remarketing, de modo a “consolidar o seu posicionamento premium”.

Criada em 2014, a Via Outlets nasceu com o objetivo de adquirir centros outlet já em funcionamento. Hoje, conta com dois em Portugal e dois em Espanha (Sevilha e Palma de Maiorca), um na Suíça (Zurique), Alemanha (Frankfurt), Holanda (Amesterdão), República Checa (Praga), Polónia (Breslávia), Suécia (Gotemburgo), Noruega (Oslo). Curiosamente, o Vila do Conde Porto Fashion Outlet é o centro com mais visitas no seu portefólio: cinco milhões ao ano, e a crescer. “Com Vila do Conde sobe para 33 milhões de euros o investimento da Via Outllets em Portugal o que é demonstrador da aposta do grupo no país”, diz Nuno Oliveira, sublinhando que o mercado ainda tem um potencial de crescimento “muito interessante”.

Aposta no turismo
Nos primeiros seis meses do ano, as vendas do Freeport foram 25% superiores ao período homólogo, sendo que, em Vila do Conde, esse acréscimo é de 8%. O responsável ibérico do grupo prefere a comparação com o primeiro semestre de 2016, antes da integração do centro na Via Outlets, em que o acréscimo de vendas é de 25%. “O trabalho de gestão que temos vindo a fazer já começa a dar resultados e constitui uma boa plataforma para continuarmos a ser ambiciosos no crescimento futuro”, frisa. Em termos de número de visitantes, o Freeport está a crescer 14% e Vila do Conde 3%. O responsável ibérico da Via Outlets não quantifica os objetivos de crescimento de vendas para o seu centro a Norte após as obras, assumindo, apenas, que “não existe nenhuma razão para que não consigamos repetir aqui a performance absolutamente notável do Freeport”. O turismo é uma das grandes apostas.

“Cerca de 20% do volume de faturação do Freeport tem origem no turismo. Em Vila do Conde, a percentagem de visitantes estrangeiros é interessante – são essencialmente espanhóis, franceses e brasileiros -, mas ainda baixa. Mas o potencial está lá e está a ser construído”, refere o gestor, lembrando que o Porto entrou, o ano passado, para o top 100 das cidades mais visitadas do mundo, para além de ter sido eleito melhor destino turístico europeu pelo terceiro ano consecutivo.

“São fortes garantias que há uma camada de negócio adicional que está a ser criada. O mercado está lá para ser aproveitado e, com a experiência que temos na Via Outlets e que conseguimos em Lisboa, estamos convicto que estaremos na linha da frente para conseguir atrair esses novos visitantes”, frisa.

O grupo Via Outlets fechou 2018 com 1,07 mil milhões de euros de vendas e mais de 30 milhões de visitantes. O mercado ibérico contribui com 40% das vendas. E quanto a novas aquisições? “À partida estamos disponíveis para avaliar qualquer ativo no mercado e perceber se poderia fazer parte do nosso portefólio, dependendo da avaliação do potencial de mercado”, refere Nuno Oliveira, admitindo que o grupo está “permanentemente” a olhar não só para Portugal mas para a Europa como um todo, onde as “oportunidades são vastíssimas”.

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