internacionalização

Vinho Verde. 80 vinhos à prova em Nova Iorque

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São mais de 20 os produtores representados no Vinho Verde Wine Experience em Brooklyn. Mercado americano vale 23% das exportações de Vinho Verde

Em dez anos, as exportações de Vinho Verde para o mercado americano mais do que triplicaram, atingindo, em 2016, os 13,7 milhões de euros. O maior mercado mundial de vinhos assegura já quase um quarto das exportações totais dos produtores de Vinho Verde. Mas o potencial de crescimento é, ainda, imenso e, conquistada a notoriedade da marca juntos dos importadores e do retalho especializado, o Vinho Verde procura chegar mais e melhor ao consumidor. Duas dezenas de produtores dão este sábado a conhecer os seus vinhos em Brooklyn, no Vinho Verde Wine Experience, a versão nova-iorquina do Vinho Verde Wine Fest que, todos os anos, recebe mais de 25 mil visitantes na Alfândega do Porto. São 80 os vinhos que estarão à prova, num evento com harmonizações várias, sessões de showcooking e masterclasses para aprender mais sobre os vinhos e as castas da região.

“Nova Iorque porque é a porta de entrada para o maior mercado mundial de vinhos e aqui estamos a desenvolver a segunda fase da estratégia de internacionalização dos Vinhos Verdes. A primeira foi conseguir importadores e distribuidores. Agora, vamos começar a fazer uma grande força diretamente junto do cliente. Vamos ter uma grande festa dos Vinhos Verdes em Brooklyn com lotação esgotada”, diz o presidente da Comissão dos Vinhos Verdes (CVRVV).

AB Valley Wines, Adega de Ponte de Lima, Aveleda, Campelo, Casal de Ventozela, Ecosta do Xisto, Enoport United Wines, Provam- Produtores de Alvarinho e Quinta da Calçada são alguns dos produtores representados. A que se juntam a Quinta da Lixa, a Quinta da Raza, a Quinta das Arvas, a Quinta de Curvos e as Quintas de Melgaço. Bem como Reguengo de Melgaço, Soalheiro, Sogrape, Vercoope, Vinhos Norte e Viniverde – Adega de Ponte da Barca.

Manuel Pinheiro assume que as expectativas são elevadas. “Os Estados Unidos são um mercado essencial para nós. Cerca de um terço do nosso orçamento, de cerca de 3 milhões de euros, é aqui investido e, portanto, ao longo do ano vimos cá fazer provas e participamos numa série de eventos, ou que promovemos diretamente ou que patrocinamos. E levamos jornalistas e importadores a Portugal. Mas é a primeira vez que fazemos um evento deste tipo, muito popular, dirigido aos enófilos”. E antes do arranque o evento já os 500 bilhetes disponíveis, com um custo unitário de 45 dólares (cerca de 40 euros), estavam totalmente vendidos. São esperados cerca de 660 visitantes.

Fazer evoluir o Vinho Verde na cadeia de valor é um dos principais objetivos da iniciativa. “Este é um percurso de aprendizagem, um investimento de longo prazo. O nosso objetivo é que o consumidor americano perceba e conheça não só os Vinhos Verdes de entrada de gama mas, também, os de maior valor, como os varietais, designadamente os Loureiros e os Alvarinhos. Este é um evento de experimentação. O consumidor vai poder contactar diretamente com os produtores, e isso é muito importante, e vai poder conhecer esses vinhos que, se calhar, têm pouca expressão no mercado mas que são o futuro do Vinho Verde. Hoje ainda representam uma pequena parcela, porque mais de 80% do nosso negócio são vinhos de lote, muito competitivos, mas nós queremos que estes vinhos de maior valor, e que podem fazer chegar maior valor à região, comecem a ser consumidos. Mesmo que alguns ainda não estejam nos restaurantes. Vamos fazendo esse caminho gradualmente”, sublinha Manuel Pinheiro.

  • * A jornalista viajou para Nova Iorque a convite da CVRVV
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