Energia

Galp mais perto de começar a extrair gás em Moçambique em 2025

Galp

A assinatura do contrato com o governo de Moçambique permitirá o início das atividades estimadas em cerca de 500 milhões de euros.

A joint venture da qual a Galp faz parte em Moçambique acabou de dar mais um passo no sentido de começar a extrair gás no país africano, com a adjudicação do contrato de Engenharia, Aprovisionamento e Construção (EPC) para a primeira fase das instalações de gás natural liquefeito (GNL) do projeto Rovuma LNG, ao consórcio JFT, constituído pela JGC, Fluor e TechnipFMC, empresas com uma vasta experiência em projetos globais de GNL.

Após a aprovação do plano de desenvolvimento pelo Governo de Moçambique, a assinatura deste contrato permitirá agora o início das primeiras atividades de midstream e upstream, estimadas em cerca de 500 milhões de euros.

O Executivo moçambicano também aprovou os contratos de compra e venda de GNL do projeto, com os parceiros da Área 4 a trabalhar nas restantes etapas fundamentais para a tomada de decisão final de investimento, prevista para 2020, informou a Galp em comunicado

“A primeira fase do projeto Rovuma LNG, que irá produzir, liquefazer e vender gás natural proveniente dos relevantes campos de Mamba, inclui duas unidades de liquefação (trens), com capacidade total para produzir 15,2 milhões de toneladas por ano (mtpa). O início de produção de GNL é esperado em 2025”, informou a petrolífera portuguesa, sublinhando: “A decisão de hoje reflete o compromisso da joint venture em continuar a desenvolver os recursos de elevada qualidade descobertos da Área 4″.

Os parceiros da Galp incluem a Mozambique Rovuma Venture S.p.A. (uma joint venture entre a ExxonMobil, Eni e CNPC), a KOGAS e a ENG. A ExxonMobil irá liderar a construção e operação dos trens onshore e instalações relacionadas, enquanto a Eni será o operador do upstream.

“O Rovuma LNG é um projeto de elevado relevo na estratégia da Galp que promove a redução da intensidade carbónica do seu portefólio. As adjudicações de hoje representam mais um passo relevante no desenvolvimento das descobertas em Moçambique”, refere o mesmo comunicado.

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