Gasolina custa mais em Lisboa que nas dez cidades mais caras do mundo

Baía de Luanda
Baía de Luanda

Luanda, Moscovo e Tóquio são as cidades mais caras do mundo para
expatriados, segundo um estudo da consultora Mercer, que destaca ainda
outras localizações como Ndjamena, no Chad, Singapura, Hong Kong,
Genebra, Berna, Zurique e Sidney. No entanto, todas elas têm a gasolina
mais barata que em Lisboa, localização que o documento não específica em
que lugar do ranking está.

De acordo com o estudo, um litro de
gasolina sem chumbo 95 custa 1,68 euros por litro em Lisboa enquanto
que, por exemplo, em Luanda – que é a mais cara tendo em conta o custo
de todos os bens e serviços analisados – custa 47 cêntimos. Em Moscovo
custa 78 cêntimos e em Tóquio, 1,30 euros. Das cidades que integra a
lista das dez mais caras do mundo, a que tem o preço da gasolina mais
próximo de Lisboa -1,67 euros/litro – é Hong Kong.

Contudo, as
conclusões do estudo da Mercer resultam da análise do custo de uma série
de bens e serviços e só na gasolina é que a capital portuguesa tem dos
preços mais altos. Por exemplo, um litro de leite custa em Lisboa 79
cêntimos, mas em Luanda o preço é 2,38 euros e, por exemplo, em Moscovo custa 5,68 e em Sidney,
1,61 euros. E um hamburguer custa cinco euros, mas em Luanda custa
três vezes mais e em Ndjamena custa quase 20 euros.

Outro
indicador usado é o preço de uma habitação de luxo, neste caso do arrendamento. Assim, arrendar uma casa com dois quartos e sem mobília custa quase cinco mil euros por mês em Luanda e mais de 3400 em Moscovo. Mas se a casa tiver três quartos, o valor sobe para mais de 11 mil e seis mil, respectivamente. Em Lisboa, arrendar uma casa com dois quartos custa dois mil euros e uma com três, fica por 3100 euros.

“As diferenças nos custos podem ser muito distintas. Estes são apenas alguns exemplos de infinitas comparações que podem ser encontradas ao confrontar os relatórios individuais de custo de vida por cidade”, pode ler-se no comunicado que apresenta as conclusões deste estudo, que analisa 214 cidades nos cinco continentes e que compara o custo de mais de 200 bens e serviços.

A base de comparação é Nova Iorque e este estudo é feito para empresas e Governos, com o objetivo de os ajudar a definir o salário a pagar aos seus empregados quando estão fora do país de origem.

De acordo com o responsável da área de estudos de mercado da Mercer, Tiago Borges, uma das principais razões que faz com que Luanda e Moscovo sejam consideradas das cidades mais caras é o alojamento.

“Apesar de ser um dos maiores produtores de petróleo de África, Angola é um país com um rendimento per capita relativamente baixo, ainda que possa ser caro para os expatriados, visto que os bens essenciais e as mercadorias importadas têm custos elevados. Além disso, encontrar habitações que estejam de acordo com padrões internacionais pode ainda ser difícil e muito caro”, repara em comunicado.

Já a justificação da entrada no top 10 do ranking Tóquio, Ndjamena. Singapura e Hong Kong prende-se muito com a crise. “Os recentes acontecimentos mundiais, como a crise económica e política, resultaram na alteração das taxas de câmbio, à inflação dos custos dos bens e serviços essenciais e à volatilidade dos preços do alojamento, que fizeram com que estas cidades se tornassem mais caras”, diz ainda Tiago Borges no mesmo documento.

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