Gaspar: Missão técnica do FMI não custa nada a Portugal

Vítor Gaspar
Vítor Gaspar

Vitor Gaspar destacou hoje que a missão do FMI e do Banco Mundial que está em Portugal a fazer o levantamento das funções do Estado não tem custos para Portugal e tem por objetivo identificar formas de conciliar a necessidade de rigor orçamental com a manutenção das funções sociais do Estado.

“O que estão a fazer é um levantamento das funções do Estado, da estrutura da despesa pública, e a identificar áreas onde é possível fazer melhorias”, precisou o ministro das Finanças numa audição parlamentar que tem por objetivo analisar os resultados do 5º exame regular da troika a Portugal, mas que está a ser centrado pelo debate que marca a atualidade e que tem a ver com a anunciada “refundação das funções do Estado” anunciada pelo primeiro-ministro e pelos consequentes cortes de 4 mil milhões de euros de despesa.

Vítor Gaspar salientou ainda, em resposta a uma dúvida levantada pelo deputado Pedro Pinto, do PSD, que esta missão (do FMI e que conta com um elemento do Banco Mundial e também com a colaboração da Comissão Europeia) “não tem qualquer custo para Portugal”, uma vez que faz parte “da assistência técnica” que estas instituições concedem aos seus membros.

Esta missão, disse ainda está a fazer um levantamento das despesas do Estado português e uma comparação internacional que permitirá perceber quanto gastam outros países com as suas funções sociais. Este trabalho, referiu, permitirá fazer opções “de forma a reconciliar a necessidade do rigor e da eficácia orçamentais com, naturalmente, assegurar as funções do Estado”.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
Céu cinzento de Londres. Fotografia: D.R.

Portugal fora do corredor turístico britânico. Madeira e Açores entram

O ministro de Estado e das Finanças, João Leão, acompanhado pelo ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos (Foto: Mário Cruz/Lusa)

Recuperar poder de decisão na TAP obriga Estado a pagar mais

O presidente do conselho de administração da TAP, Miguel Frasquilho. (Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)

Frasquilho: Reestruturação da TAP “não vai ser isento de dor”

Gaspar: Missão técnica do FMI não custa nada a Portugal