Autoestradas

Gastos com PPP rodoviárias suspeitas chegam a 836 milhões

Fotografia: D.R.
Fotografia: D.R.

Departamento Central de Investigação e Ação Penal está a investigar negociações entre governo de José Sócrates e grupo Ascendi.

A renegociação dos contratos de concessão das autos -estradas do Norte e da Grande Lisboa representou, até ao final do ano passado, custos de 836 milhões de euros em rendas por disponibilidade e é agora uma nova linha de investigação a alegados crimes económicos nas parcerias público-privadas (PPP) das concessões rodoviárias portuguesas, escreve esta segunda-feira o Público.

Até 2009, e e antes de serem incluídas no pacote de negociações que levou à introdução de portagens nas antigas Scut, nenhuma destas concessões representava encargos para os cofres públicos.

As negociações, entre o governo e o grupo Ascendi, antes detido pela Mota-Engil, estão agora sob suspeita do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

O jornal escreve que as PPP das estradas tiveram custos até aqui de 9365 milhões de euros para o Estado. Perto de um terço do valor diz respeito a cinco autoestradas contratadas ao grupo Ascendi, entretanto vendido a um fundo de gestão de infraestruturas, o Ardian.

O Público escreve que o DCIAP está a investigar eventuais crimes de gestão danosa, participação económica em negócio, tráfico de influências, corrupção ativa para ato ilícito, fraude fiscal agravada, branqueamento de capitais e associação criminosa num processo de averiguações que leva já sete anos e que foi agora consultado pelo jornal. As principais suspeitas recaem sobre um antigo secretário de Estado das Obras Públicas de José Sócrates, Paulo Campos.

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