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Gerir o orçamento sem gastar tudo e ainda pôr as poupanças a render

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Janeiro é o mês ideal para perceber onde poderá poupar e como fazer render o seu dinheiro ao longo do ano. Susana Albuquerque deixa alguns conselhos.

O início do ano é o momento ideal para definir objetivos, seja inscrever-se no ginásio, comprar um carro ou fazer a sua viagem de sonho. Janeiro é, na realidade, o mês chave para reorganizar as suas finanças e perceber onde pode poupar e, quem sabe, rentabilizar essas economias.

O primeiro passo é perceber onde pode poupar no dia-a-dia. Susana Albuquerque, especialista em Educação Financeira da ASFAC – Associação de Instituições de Crédito Especializado, sugere que reveja todas as suas contas. “Reveja gastos e extratos de contas bancárias e cartões para saber com detalhe para onde está a ir o seu dinheiro.” A especialista acrescenta que depois de analisar ao pormenor os seus números, elimine os gastos que considere supérfluos, como refeições fora de casa ou comissões bancárias, por exemplo.

Depois, reúna e analise os seus contratos (eletricidade, água, telecomunicações, seguros, etc.). A sugestão é verificar em que data terminam e renegociá-los. “Compare os preços que os fornecedores concorrentes lhe oferecem e com base nisso peça ao seu fornecedor para baixar os que lhe ofereça e se este não o fizer mude para quem lhe dá o preço mais barato”, aconselha Susana Albuquerque.

Reorganizadas as contas, deve depois adotar estratégias ao longo do ano. Defina objetivos para poupar. “Poupar é essencial para fazer face aos imprevistos da vida e para concretizarmos sonhos, mas pode ser difícil, por isso defina os seus objetivos pessoais para o novo ano e veja quais deles implicam dinheiro que precisa de poupar”, diz a especialista.

E sugere até que faça um quadro inspirador com imagens do seu objetivo e o coloque num sítio que veja todos os dias. “Cole-o na porta do frigorífico, com o valor que quer poupar, e ao mesmo tempo dê ordem no seu banco para que esse valor saia todos meses para uma conta poupança.” Fazer uma lista, quer se trate de comida, roupa ou decoração, apesar de não ser novidade é também um hábito muito eficiente quando se quer poupar.

Quem espera sempre alcança. Certamente conhece este provérbio. E não poderia enquadrar-se melhor com a próxima dica da especialista. Quando fizer compras online ou for atrás de algum anúncio que surja nas redes sociais, antes de dar os dados do seu cartão “faça uma pausa, respire e coloque o que deseja comprar num documento no computador ou nas notas do seu telefone”. O objetivo é passados 30 dias perceber se precisa ou não de o comprar. “Aposto que na maioria dos casos vai chegar à conclusão de que afinal não precisava mesmo.”

Rentabilizar
Depois de poupar pode pôr algum dinheiro a render. Mas antes deve analisar cuidadosamente o seu perfil de risco e qual é o horizonte temporal do seu investimento. Pode aplicar o seu dinheiro em produtos sem risco de perda de capital, como depósitos a prazo, PPR e seguros de capitalização. “Estas escolhas são as mais seguras pois nunca deverá investir mais do que 10% do seu dinheiro em produtos com risco de perda de capital.”

Os mais ousados podem optar por produtos com maior nível de risco como, por exemplo, criptomoedas. Mas Susana Albuquerque deixa o alerta: “Para estes investimentos mais arriscados e também mais rentáveis é essencial que procure ajuda de um profissional. E lembre-se: nunca invista num produto que não entende.”

Se não achar nenhum destes produtos atrativos pode sempre optar pelo imobiliário, comprando uma casa. Esta é uma opção que, devido à saturação do mercado, tem vindo a ganhar cada vez mais adeptos.
E se, durante o ano, receber algum dinheiro extra do qual não está à espera, “aplique desde um terço na sua poupança, use outro terço para amortizar algum empréstimo que tenha e o restante gaste-o nalguma coisa que lhe dê prazer”.

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