Portugal/EUA

Marcelo: “Gostaríamos de continuar a confiar nos Estados Unidos da América”

Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. (Fotografia: Rodrigo Antunes/ Lusa)
Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. (Fotografia: Rodrigo Antunes/ Lusa)

O Presidente da República afirmou hoje que Portugal gostaria de “continuar a confiar nos Estados Unidos da América”, numa intervenção em que salientou a importância dos valores da confiança e do conhecimento mútuo para as relações bilaterais.

“Sabemos que toda a verdadeira aliança e amizade tem de ser cultivada todos os dias. E que atos e omissões unilaterais devem visar reforçá-la e não enfraquecê-la. Mas estamos naturalmente cientes de que o significado destes gestos só pode ser inteiramente apreendido se houver conhecimento mútuo, empatia, e é por isso que temos vindo a apostar em dar-nos a conhecer melhor nos Estados Unidos da América”, declarou.

Marcelo Rebelo de Sousa, que falava no encerramento da conferência “Os Estados Unidos e Portugal: Uma Parceria para a Prosperidade”, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, subscreveu a ideia defendida pelo primeiro-ministro, António Costa, na sessão de abertura deste encontro, de que Portugal pode ser uma “segunda casa” para investidores norte-americanos após a saída do Reino Unido da União Europeia.

O chefe de Estado apresentou Portugal “a primeira porta da América do Norte para a União Europeia do futuro” e como “um país fiável, que trilha um caminho consistente, que foi capaz de lidar com a crise”. Neste contexto, sustentou: “Como dizia o senhor primeiro-ministro esta manhã, o destino ideal para investimento americano na nova Europa pós-Brexit”.

Perante o embaixador norte-americano em Lisboa, George E. Glass, o Presidente da República apontou a confiança como um valor fundamental no plano das relações bilaterais e realçou que Portugal foi “o primeiro país neutral” a reconhecer a independência dos Estados Unidos da América: “Tratou-se de um gesto político ousado na altura, porque a Inglaterra era o nosso mais velho aliado. Isso não obstou à decisão que tomámos”.

“Nós confiámos. Percebemos que podíamos continuar a confiar. E gostaríamos de continuar a confiar nos Estados Unidos da América, independentemente das conjunturas políticas específicas dos nossos percursos históricos. Nós confiamos em vocês, confiem em nós de volta”, acrescentou.

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