Guerra comercial

Governantes dos EUA em Pequim na próxima semana

(REUTERS/Jason Lee)
(REUTERS/Jason Lee)

A partir de 25 de março, dois secretários do Governo Trump reunir-se-ão com o vice-primeiro-ministro chinês e chefe dos negociadores da parte chinesa.

Os secretários norte-americanos do Tesouro, Steven Mnuchin, e do Comércio, Robert Lighthizer, deslocam-se a Pequim na próxima semana para prosseguir as negociações comerciais, indicou um alto responsável da Administração dos Estados Unidos, esta terça-feira.

A partir de 25 de março, os dois secretários do Governo Trump reunir-se-ão com o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, chefe dos negociadores da parte chinesa, precisou o alto responsável, citado pela agência noticiosa francesa AFP, sem fornecer mais pormenores.

Por sua vez, o Wall Street Journal noticiou que a duração das novas conversações ainda não está definida.Segundo o diário norte-americano, Liu He irá depois a Washington na semana seguinte.

Esta delegação norte-americana ao mais alto nível já foi várias vezes a Pequim, a última das quais em meados de fevereiro, tendo-se a delegação chinesa deslocado, na semana a seguir, à capital dos Estados Unidos para negociações que foram prolongadas.

Hoje, à margem de uma conferência de imprensa com o seu homólogo brasileiro, o Presidente norte-americano, Donald Trump assegurou que “as conversações com a China estão a avançar muito bem”.

Na semana passada, Trump deu a entender que as negociações poderiam terminar “de uma forma ou de outra, provavelmente dentro de três ou quatro semanas”, confirmando que uma cimeira com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, não se realizará antes do início de abril.

O gabinete do inquilino da Casa Branca referiu inicialmente que essa cimeira, destinada a selar um acordo comercial, decorreria antes do fim de março, na luxuosa ‘villa’ de Trump na Florida.

As novas negociações da próxima semana vão realizar-se numa altura em que a Boeing, cuja venda de aviões faz parte das questões em debate, atravessa uma crise sem precedentes, após a imobilização dos seus 737 MAX devido a dois acidentes que fizeram centenas de mortos.

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