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Governo. “Plano B para o Montijo é Plano A”: Aeroporto em Alcochete

Base Aérea n.º 6, no Montijo, que será adaptada para a aviação civil caso aí avance a construção do novo aeroporto de Lisboa. Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens
Base Aérea n.º 6, no Montijo, que será adaptada para a aviação civil caso aí avance a construção do novo aeroporto de Lisboa. Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens

António Costa admite que chumbo da opção Montijo abre apenas uma porta: opção Alcochete com construção de raiz

Foi ao Parlamento para falar sobre Segurança Social, mas a atualidade falou mais alto. E não foi apenas a greve dos combustíveis: o primeiro-ministro foi questionado pela oposição sobre a extensão do aeroporto de Lisboa. Afinal, se o Estudo de Impacto Ambiental for chumbado, haverá ou não um plano B?

A resposta foi diferente da habitual. O primeiro-ministro, que tem vindo a reiterar que não existe alternativa, desta vez, disse que existe, mas é a mesma de há dez anos.

“Não há um plano B à solução que é a melhor. Se houver aprovação com melhorias, terão de ser adoptadas, se for chumbado teremos de ter todos a consciência que o único plano B é um plano A – voltar 10 anos atrás e fazer um aeroporto de raiz em Alcochete”.

É a primeira vez num passado recente que o primeiro-ministro admite que a solução que chegou a ser confirmada por José Sócrates em 2008 como o local onde iria nascer a nova solução aeroportuária para Lisboa pode ter de voltar para cima da mesa.

Naquela altura, Alcochete foi apontado como o local “globalmente mais favorável” por um relatório elaborado pelo LNEC e que, excluía, assim, a solução OTA. Na altura, Alcochete passava em quatro de sete factores críticos de decisão.

O governo, no entanto, defende a solução Montijo, aprovada por Avaliação Ambiental Estratégica no Plano de Transportes elaborado ainda pelo anterior governo, de Passos Coelho. E a preferência faz-se por duas vias: é mais rápida e muito menos dispendiosa, uma vez que passa pela adaptação da base aérea militar.

Neste momento, diz o primeiro-ministro, é tempo para a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) decidir. A ANA entregou os elementos na passada sexta-feira. Não é fácil medir o prazo limite para que seja tomada uma decisão, uma vez que são dados 100 dias, mas sempre que houver dúvidas ou pedido de mais documentos, o tempo de contagem pára.

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