descarbonização

Governo antecipa legislação sobre promoção de energias renováveis

Galamba 1

O secretário de Estado Adjunto e da Energia discursou esta terça-feira no encontro anual da Associação Portuguesa das Empresas de Gás Natural.

O secretário de Estado Adjunto e da Energia, João Galamba, declarou esta terça-feira que o Governo vai aprovar “antes do prazo previsto” a transposição para Portugal da nova Diretiva europeia sobre energias renováveis.

O Parlamento Europeu aprovou em novembro de 2018 a nova Diretiva das Energias Renováveis (RED II), que estabelece uma meta de 32% de energia proveniente de fontes renováveis na União Europeia para 2030. O diploma prevê que os Estados-membro transponham para os respetivos quadros jurídicos algumas das medidas da diretiva até 30 de junho de 2021.

Galamba frisou que o Estado vai ser um ator com um papel importante a desempenhar na transição energética da economia, que está em curso.

O secretário de Estado destacou ainda a importância dos gases renováveis na transição energética em Portugal.

“Nas próximas décadas, em particular no horizonte 2020-2040 e numa ótica de transição do setor energético, a atual infraestrutura de transporte e distribuição de gás natural desempenhará um importante papel”, afirmou Galamba num discurso de encerramento do encontro nacional da Associação das Empresas de Gás Natural sobre ‘Gás Natural: Energia de hoje e do futuro’, que se realiza hoje em Lisboa.

Salientou que as redes de gás natural tornam possível a “introdução, distribuição e consumo de gases renováveis, em particular o biometano e o hidrogénio, nos vários setores da economia, permitindo alcançar níveis mais elevados de incorporação de fontes renováveis de energia no consumo final de energia”, disse.

Lembrou que, atualmente “o gás natural tem um papel muito relevante no nosso sistema energético, representando em 2018 cerca de 23% do consumo total de energia primaria e cerca de 11% do consumo total de energia final”.

Destacou as “oportunidades que podem ser criadas nomeadamente o desenvolvimento de clusters industriais de produção de hidrogénio verde e gases renováveis com uma elevada componente tecnológica e de inovação”.

“O desenvolvimento de uma indústria de produção de hidrogénio verde em Portugal tem potencial para dinamizar toda uma nova economia ligada ao enorme potencial para a descarbonização de vários setores”, salientou o secretário de Estado.

 

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