Dívida

Governo aponta causas internacionais para subida dos juros da dívida

A ministra da Presidência sustentou que essa subida se insere num quadro global de instabilidade financeira internacional e não a fatores nacionais.

A ministra da Presidência considerou hoje preocupante o aumento dos juros da dívida soberana portuguesa, mas sustentou que essa subida se insere num quadro global de instabilidade financeira internacional e não a fatores específicos nacionais.

Estas posições foram transmitidas por Maria Manuel Leitão Marques em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, depois de confrontada com o facto de os juros da dívida portuguesa a dez anos terem atingido os 4,5 por cento.

“Naturalmente o Governo não podia deixar de estar preocupado com essa questão [aumento dos juros da dívida], mas, como é sabido, essa instabilidade é infelizmente global e internacional, afetando mais uns países do que outros. Estamos a olhar atentamente para essa situação, que obviamente preocupa toda a zona Euro e, em particular, os países mais afetados por essa instabilidade”, afirmou a ministra da Presidência.

Maria Manuel Leitão Marques acrescentou, no entanto, que esta situação de instabilidade não se relaciona “com circunstâncias particulares, visto que a proposta de Orçamento do Estado para 2016 foi aprovada pela Comissão Europeia”.

“É apenas uma coincidência temporal as duas circunstâncias terem ocorrido”, advogou ainda Maria Manuel Leitão Marques.

Interrogada se o executivo está disponível para tomar medidas suplementares de consolidação orçamental caso sejam propostas pelo Eurogrupo na sequência da sua reunião de hoje, Maria Manuel Leitão Marques deu uma resposta curta: “Quando as recomendações forem feitas serão consideradas”, disse.

Neste ponto, a ministra da Presidência frisou que essas eventuais recomendações do Eurogrupo ao executivo de Lisboa, tendo em vista garantir um défice em 2016 abaixo dos três por cento, “não são conhecidas”.

“Até agora, o que temos é uma situação de estabilidade na relação com a União Europeia em matéria de Orçamento. Infelizmente, a instabilidade [nos mercados financeiros] está a afetar todos os países do sul da Europa”, insistiu a titular da pasta da Presidência.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
Fotografia: Gustavo Bom/Global Imagens

Não conseguiu validar as faturas para o IRS? Contribuintes têm mais um dia

A ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva (C), acompanhada pelo secretário de Estado Adjunto, do Trabalho e da Formação Profissional, Miguel Cabrita(D) e pela secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdadepela (D), Rosa Monteiro, durante a reunião da Comissão Permanente de Concertação Social, em Lisboa, 26 de fevereiro de 2020. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Governo propõe licença paga até um ano a part-timers com filhos

O ministro de Estado e das Finanças, Mário Centeno. JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Novo Banco: Estado como acionista só dilui posição do Fundo de Resolução

Governo aponta causas internacionais para subida dos juros da dívida