Investimento

Governo aprova 12 contratos fiscais de investimento

Foto: Diana Quintela/ Global Imagens
Foto: Diana Quintela/ Global Imagens

"Estes 12 projetos de investimentos aprovados comprovam o bom momento que a economia portuguesa está a atravessar", destacou o ministro da Economia

O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira 12 contratos fiscais de investimento, num valor total de 160 milhões de euros e que vão criar 358 postos de trabalho direto até 2023, anunciou o executivo socialista.

“Estes 12 projetos de investimentos esta quinta-feira aprovados comprovam o bom momento que a economia portuguesa está a atravessar”, destacou Manuel Caldeira Cabral, ministro da Economia, na conferência de imprensa que se seguiu à reunião semanal do Governo.

E acrescentou: “O investimento no segundo trimestre do ano aumentou pelo quinto trimestre consecutivo, atingindo um crescimento de 10,3%, o maior dos últimos 18 anos”.

Segundo o governante, este desempenho mostra a “sustentabilidade da economia portuguesa”.

Caldeira Cabral realçou a diversificação dos projectos aprovados, quer em termos geográficos, quer a nível setorial, e até no que toca à dimensão.

E apontou ainda para a “dinâmica do crescimento verificada nas empresas exportadoras de mercadorias na primeira metade do ano”, que possibilitou que as exportações de bens e serviços tenham subido 12,6% face a igual período de 2016, naquele que é o maior crescimento semestral dos últimos seis anos.

Os 12 projetos em causa, que abrangem áreas como a aeronáutica, a energia, a indústria dos moldes, a indústria automóvel, a maquinaria e a saúde, vão contar com benefícios fiscais em sede de IRC, IMI, Imposto de Selo e IMT.

De acordo com o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, estes contratos de investimento contemplam a atribuição de 16 milhões de euros de benefícios fiscais.

O projeto da OGMA (Alverca), implica um investimento de 9,9 milhões de euros, a criação de 28 postos de trabalho, e visa diversificar as áreas de negócio da companhia, através da “implementação de uma nova actividade operacional na empresa, distinta das áreas de fabricação e montagem de aeroestruturas e de manutenção aeronáutica (MRO), nos quais a empresa actualmente opera”, informou o executivo.

Já o investimento de 30,7 milhões de euros da TEC Pellet (Póvoa do Varzim), cria 23 postos de trabalho e vai aumentar a capacidade produtiva da unidade industrial, recorrendo a “inovações do processo produtivo, através da adição de novas funções e aplicabilidades”, num projeto que vai incorporar “novas tecnologias produtivas não existentes em Portugal e novos sistemas de planeamento e gestão da produção”, vincou o executivo.

O projeto de investimento da Sakthi Portugal (Águeda) envolve uma verba de 36,7 milhões de euros e a criação de 135 postos de trabalho, estando relacionado com a construção de uma nova unidade industrial autónoma para a produção de componentes de segurança crítica em ferro nodular para automóveis.

O contrato da Painel 2000 (Braga), de 7,5 milhões de euros e que vai lançar 21 novos postos de trabalho, passa pela criação de duas novas linhas de produção de novos produtos, que vão possibilitar “o aumento da eficiência da empresa e um acréscimo significativo da sua capacidade e produtividade”.

O investimento de 24,6 milhões de euros da Paper Prime (Vila Velha de Rodão) possibilita a construção de uma nova unidade industrial para o fabrico de papel ?tissue’ e cria 45 postos de trabalho.

Quanto à Fundifás – Fundição (Águeda), foi aprovado um projeto de 7,8 milhões de euros que abre 20 postos de trabalho e destina-se ao aumento da eficiência produtiva e à redução dos custos de produção da companhia.

Depois, foi aprovado um investimento de 5,2 milhões de euros para a DMM – Desenvolvimento, Maquinagem e Montagem (Oliveira de Azeméis), que vai criar oito postos de trabalho e permitir o desenvolvimento da actividade de fabricação de componentes para automóveis.

A mesma empresa também viu ser fechado um outro contrato de 5,1 milhões de euros, que vai abrir 16 postos de trabalho, permitindo desenvolver a actividade de fabricação de suportes e elementos mecânicos para viaturas automóveis.

Já a Epalfer – Serralharia de Moldes, Cunhos e Cortantes (Águeda), viu aprovado um investimento de 4,8 milhões de euros, que lança seis novos postos de trabalho, permitindo a construção de uma nova unidade industrial.

Outro projeto aprovado é o da Bohus Botech Portugal (Sousel), que implica um investimento de 5,6 milhões de euros e cria 12 postos de trabalho, visando a instalação de uma unidade produtiva de dispositivos médicos.

A Schmidt Light Metal (Oliveira de Azeméis), viu aprovado um investimento de 8,03 milhões de euros que vai permitir a fabricação de novas peças para o sector automóvel, criando 17 postos de trabalho.

Por fim, a Efapel – Empresa Fabril de Produtos Elétricos (Coimbra), vai poder avançar com o projeto de 13,7 milhões de euros, que vai criar 27 postos de trabalho, e é destinado à industrialização de soluções diferenciadoras para este setor.

Caldeira Cabral salientou em conferência de imprensa que, além da criação de 358 novos postos de trabalho, estes 12 contratos implicam a manutenção de 2.366 empregos (acordados com as empresas envolvidas), além de terem um impacto significativo ao nível dos empregos indiretos, que não foram contabilizados.

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