Investimento

Governo aprova apoios fiscais para criar 529 empregos

Akio Toyoda, presidente do grupo Toyota. Fotografia: Tomohiro Ohsumi/Bloomberg
Akio Toyoda, presidente do grupo Toyota. Fotografia: Tomohiro Ohsumi/Bloomberg

Mecachrome Aeronáutica, Hikma Farmacêutica, Toyota Caetano Portugal e Royal Óbidos vão ser apoiadas.

Foram aprovados, esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, benefícios fiscais a quatro projetos de investimento privado. Três deles podem equivaler a 54,8 milhões de euros em novo investimento e criar 529 empregos diretos, segundo números avançados pelo governo.

As quatro empresas apoiadas – Mecachrome Aeronáutica, Hikma Farmacêutica, Toyota Caetano Portugal e Royal Óbidos – vêm juntar-se a mais dois nomes anunciados em dezembro (Eurocast e Faurecia).

Segundo a nota do Conselho de Ministros, “foram aprovados quatro projetos de resolução relativos a contratos fiscais de investimento celebrados entre o Estado português e os seguintes grupos empresariais”:

“Mecachrome Aeronáutica, Unipessoal, Lda., para a construção e equipamento de uma nova unidade industrial em Évora, no setor da aeronáutica, que irá permitir criar uma nova linha de produção e possibilitar o desenvolvimento de uma série de produtos fabricados com um novo processo produtivo criogénico. O valor do investimento situa-se nos 29,8 milhões de euros, sendo criados 282 postos de trabalho“;

“Hikma Farmacêutica (Portugal), S.A., para a implantação de um centro de produção dedicado à produção de medicamentos líquidos e liofilizados injetáveis. Com um valor de investimento de 19,1 milhões de euros, o contrato permitirá a criação de 227 postos de trabalho“;

“Toyota Caetano Portugal, S.A., para a realização de investimentos que se irão traduzir na introdução de tecnologias inovadoras e no desenvolvimento de novos processos mais eficientes e permitir uma redução do impacto da atividade da empresa nas emissões de gases com efeitos de estufa. Com este contrato, no valor de 5,9 milhões de euros, serão criados 20 postos de trabalho“;

O quarto projeto aprovado registou um atraso no arranque, pelo que o governo decidiu prolongar o prazo para que a empresa possa beneficiar os apoios públicos. Trata-se da “Royal Óbidos, Promoção e Gestão Imobiliária e Turística”, que vê prorrogado o período de investimento “em mais sete meses, tendo em conta que se verificou uma demora no arranque do investimento devido a atraso na disponibilização de fundos”, diz a nota da Presidência do Conselho de Ministros.

Em meados de dezembro, o Dinheiro Vivo tinha noticiado que o governo estaria a preparar “benefícios fiscais a investimentos de empresas relacionadas com a indústria automóvel não poluente”.

As duas empresas a que já foram confirmados os apoios – Eurocast e Faurecia – “têm planos de expansão ou reestruturação em curso e investimentos de grande dimensão em Portugal”.

A Eurocast está a acabar a nova fábrica de Estarreja, que envolve um investimento de 50 milhões de euros e promete a criação de 170 novos postos de trabalho.

A Faurecia, uma multinacional francesa, promete criar 400 novos postos de trabalho em Bragança até 2018, além dos 850 já existentes.

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