Energia

Governo avança com concurso para pesquisa de lítio em nove zonas

lítio

Ministro do Ambiente, Matos Fernandes, realçou que "não existe, neste momento, nenhuma exploração de lítio autorizada".

O ministro do Ambiente e da Transição Energética afirmou hoje no parlamento que vai ser lançado o concurso a prospeção de lítio em nove das 12 áreas identificadas com elevado potencial, tendo três sido eliminadas por ficarem em “áreas ambientalmente sensíveis”.

A pesquisa, prospeção e exploração de lítio foi um dos temas mais levantados hoje pelos deputados da comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, o que levou o ministro Matos Fernandes a realçar que “não existe, neste momento, nenhuma exploração de lítio autorizada”.

“Vai ser lançado o concurso para ser feita a prospeção para saber se nessas nove áreas existe ou não existe lítio. Se existir lítio, e se quem ganhar esse concurso quiser passar para a exploração, tem que fazer um estudo de impacte ambiental sobre o projeto”, afirmou o ministro do Ambiente, realçando que só pode avançar se, do ponto de vista ambiental, receber ‘luz verde’.

Em declarações aos jornalistas, no final da audição, o governante destacou que “Portugal é um país rico num recurso que é absolutamente fundamental para a transição energética que é o lítio”.

“Precisamente para acabar com o que aconteceu no passado, de atomização dessas mesmas explorações, foi definido um plano que encontrou 12 zonas com elevado potencial para a existência de lítio. Dessas 12, três delas ficavam em áreas ambientalmente sensíveis. Por isso, foram retiradas. Neste momento, falamos de nove áreas”, precisou.

Matos Fernandes sublinhou que o Governo não tem “um projeto de fomento mineiro para Portugal, mas de transição energética, para a qual o lítio é essencial”.

Mais, acrescentou, “os concorrentes têm que necessariamente associar um projeto industrial para que maior valor acrescentado fique em Portugal e o lítio seja tratado no país para ter o maior valor acrescentado a partir dessa atividade”.

A procura mundial pelo lítio, usado na produção de baterias para automóveis e placas utilizadas no fabrico de eletrodomésticos, está a aumentar e Portugal é reconhecido como um dos países com reservas.

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