Economia

Governo compromete-se a melhorar prazo médio de pagamentos até final do ano

Manuel Caldeira Cabral, ministro da Economia. Fotografia: ANDRÉ KOSTERS/LUSA
Manuel Caldeira Cabral, ministro da Economia. Fotografia: ANDRÉ KOSTERS/LUSA

Ministro da Economia garantiu que o Governo está a trabalhar para reduzir o prazo médio de pagamentos a fornecedores.

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, disse esta quarta-feira que o Governo está a trabalhar para reduzir o prazo médio de pagamentos a fornecedores, comprometendo-se com uma “situação muito melhor” no final deste ano.

Falando numa audição na comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, na Assembleia da República, o governante indicou que o Executivo está “a trabalhar para que, no final deste ano, [o prazo] esteja numa situação muito melhor”.

“Este é um problema que existe há muito tempo – vai tendo variações e oscilações – e no que estamos a trabalhar é em encontrar uma solução”, reforçou.

Para isso, a tutela está a reunir-se com associações empresariais e com “o conjunto do Governo”, nomeadamente com outros ministérios, precisou.

Manuel Caldeira Cabral respondia ao deputado do PSD Luís Leite Ramos, que observou que “os períodos de pagamento são cada vez mais longos”, gerando “dívidas acumuladas” nas empresas.

De acordo com dados da Direção-Geral do Orçamento, disponíveis na sua página na internet, são vários os serviços da administração direta e indireta do Estado com um prazo médio de pagamentos superior a 60 dias, dependentes de ministérios como o da Cultura (gestão administrativa e financeira da cultura, 568 dias), da Defesa Nacional (laboratório militar e produtos químicos e farmacêuticos, 109 dias), da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural (direção-geral de alimentação e veterinária, 105 dias).

Acrescem os ministérios do Planeamento e Infraestruturas (laboratório nacional de engenharia civil, 81 dias) e das Finanças (direção-geral da qualificação dos trabalhadores em funções públicas, 76 dias).

Caldeira Cabral aproveitou a ocasião para recordar números relativos à evolução económica, vincando que, desde que o Governo (de maioria socialista) tomou posse, foram criados 199 mil postos de trabalho, existindo menos 173 mil desempregados.

Comentou, também, os dados hoje divulgados pelo Eurostat, que indicam que a taxa de emprego aumentou, no segundo trimestre e em termos homólogos, 1,6% na zona euro e 1,5% na União Europeia, com Portugal a registar a segunda maior subida (3,6%) entre os 28.

“Isto significa que Portugal está a ter uma ‘performance’ melhor, que resulta da maior confiança que conseguimos trazer à economia e às empresas portuguesas e ao trabalho destas empresas”, salientou.

As palavras não convenceram os deputados da oposição presentes na comissão, nomeadamente do PSD, que falaram em “mau desempenho” da economia.

O ministro da tutela falou ainda dos dados do Instituto Nacional de Estatística conhecidos na sexta-feira, demonstrando que as importações aumentaram em julho 12,8% e as exportações 4,6%, em termos homólogos, agravando-se o défice da balança comercial para 1.057 milhões de euros.

Caldeira Cabral recusou que estes dados sejam negativos e justificou que as importações foram feitas “para sustentar o investimento”, criando “maior capacidade de produção”.

Já questionado sobre a eventual descida no IRC e aumento na derrama estadual, o governante disse que o Governo quer “garantir estabilidade fiscal”, sem falar em alterações fiscais por este não ser “o momento” para debater o Orçamento do Estado para 2018 (OE2018), antes de ser apresentado.

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