Professores

Governo cumpre lei e não dá mais aos professores

Mário Nogueira, da Fenprof. Fotografia: Nuno Pinto Fernandes/Global Imagens
Mário Nogueira, da Fenprof. Fotografia: Nuno Pinto Fernandes/Global Imagens

Governo e sindicatos dos professores reuniram-se para discutir recuperação do tempo de serviço, mas nada mudou.

Dois anos, nove meses e 18 dias. O governo não mexe mais na proposta já apresentada no ano passado para a recuperação do tempo de serviço dos professores, justificando com um aumento permanente da despesa de 600 milhões de euros por ano.

Esta segunda-feira houve nova reunião entre os sindicatos de professores, o Ministério da Educação e o Ministério das Finanças, mas não houve qualquer avanço.

“O governo questionou as estruturas sindicais sobre a possibilidade de apresentarem uma proposta suscetível de permitir alcançar um acordo, mas, à semelhança do que sucedeu no decurso do processo negocial mantido ao longo dos últimos dezasseis meses, os sindicatos mantiveram a sua posição de intransigência em torno dos 9 anos, 4 meses e 2 dias”, lê-se no comunicado conjunto enviado às redações.

Do lado do executivo, manteve-se a proposta de contagem do tempo de serviço, recuperando 2 anos, 9 meses e 18 dias, com efeitos na próxima progressão. O governo refere, de resto, que “a única parte que se moveu, estando disponível para aumentar a despesa em 200 milhões de euros por ano, sem impor nenhuma contrapartida aos sindicatos.”

Governo forçado a regressar às negociações

As negociações com os professores para recuperar o tempo de serviço já estavam encerradas no ano passado, mas uma coligação entre a direita e a esquerda na votação do Orçamento do Estado para 2019 obrigou o governo a regressar à mesa das negociações.

As várias propostas apresentadas tinham algumas variações, mas no final acabou por ficar a que reabria o processo negocial.

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