Madeira

Governo da Madeira investe 2 milhões na ampliação de um centro de saúde

Fotografia: Helder Santos/ ASPRESS
Fotografia: Helder Santos/ ASPRESS

O concurso para a ampliação do centro de saúde da Nazaré, no Funchal, representa um investimento na ordem dos dois milhões de euros.

O concurso para a ampliação do centro de saúde da Nazaré, no Funchal, representando um investimento na ordem dos dois milhões de euros, será lançado em maio deste ano, anunciou hoje o presidente do Governo da Madeira.

“O centro de saúde da Nazaré tem crescido exponencialmente”, disse Miguel Albuquerque numa visita à unidade de saúde, realçando que “tem cerca de 35 mil inscritos”.

O centro de saúde está localizado na freguesia de São Martinho e serve, entre outros, a população residente no bairro social naquela localidade, o maior aglomerado do Funchal.

O chefe do executivo madeirense recordou que realizou no ano passado uma visita àquele espaço e constatou ser “necessário proceder à respetiva ampliação”.

“Fizemos o projeto e, neste momento, estamos em condições para lançar o concurso da ampliação do centro de saúde da Nazaré, denominado Dr. Rui Adriano Freitas [antigo secretário da Saúde], no mês de maio”, adiantou o governante social-democrata.

Miguel Albuquerque acrescentou que “até ao final do ano” o Governo Regional “espera lançar a obra, que se vai prolongar durante 10 meses”.

O responsável insular explicou que o projeto de ampliação prevê a construção de “um novo corpo a sul com seis gabinetes de enfermagem, mais seis gabinetes médicos e três salas de tratamento”.

Também inclui “um elevador que vai ser importante, porque este centro foi construído há 20 anos” e não dispõe deste equipamento, sendo “importante ter um a funcionar para todo o centro, além de um piso técnico”, referiu Miguel Albuquerque.

Segundo o líder madeirense, “se tudo decorrer como os prazos previstos, a obra estará concluída em setembro do próximo ano”.

Miguel Albuquerque ainda destacou que atualmente a Madeira tem uma cobertura de “cerca de 70% com médico de famílias”, apontando que o objetivo “é completar progressivamente os cuidados primários de saúde”.

“Aqui essa rede passa por termos bem ordenado todo o sistema de cuidados primários com médico de família”, disse, sublinhando que esta medida permite “retirar a sobrecarga hospitalar e diminuir os custos na saúde”, visto que o acompanhamento permanente de cada cidadão é importante na questão da prevenção das doenças.

Na opinião do presidente do executivo do arquipélago, “a solução passa pela criação de unidades de saúde familiar”. A primeira criada na Madeira foi no concelho da Ponta do Sol, que “está a funcionar muito bem e tem uma cobertura de 100%”.

Contudo, realçou, para que isso aconteça é fundamental ter recursos.

Por isso, o Governo Regional tem estado a abrir “progressivamente o quadro do Serviço Regional de Saúde da Madeira (SESARAM) para novas contratações”.

Miguel Albuquerque observou que “algumas [contratações] são difíceis”, nomeadamente de médicos anestesistas “difíceis de encontrar hoje mesmo no mercado europeu” e ortopedistas.

“Temos dificuldade, mas temos de fazer este esforço”, sublinhou, reforçando a importância de dar “continuidade à rede de cuidados primários, porque evita as doenças”, sendo necessário ter em conta que “a média de vida na região é 80 anos” e as pessoas precisam “viver com boa qualidade de vida”.

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