Coronavírus

Governo diz que primeira semana de desconfinamento é “encorajadora”

A ministra da Saúde, Marta Temido. Fotografia: Nuno Fox / LUSA
A ministra da Saúde, Marta Temido. Fotografia: Nuno Fox / LUSA

A ministra da Saúde, Marta Temido, considerou este sábado que a primeira semana de desconfinamento “é encorajadora”, dados os comportamentos registados, mas frisou a necessidade de preservar “regras distintas” para haver uma retoma gradual à “normalidade possível”.

“Estamos quase a chegar ao final da primeira semana de desconfinamento e, de forma geral, penso que aquilo que é a perceção de todos nós e a informação que resulta dos relatórios que vamos produzindo é encorajadora”, disse a responsável, falando na habitual conferência de imprensa diária relativa à evolução da pandemia no país, em Lisboa.

Marta Temido fez tal consideração tendo em conta “a evolução da informação disponível”, numa altura em que o Governo acompanha de perto o cumprimento das medidas em vigor, nomeadamente através de “unidades de epidemiologia e de bioestatística”.

“Temos de continuar atentos, mas temos também de combinar a atenção, a preservação das medidas que aprendemos, com a confiança na nossa necessidade de retomar a normalidade possível, da nossa vida, com regras distintas das que todos desejaríamos, mas necessárias para retomar a nossa atividade laboral, escolar e económica”, apontou Marta Temido.

Numa alusão ao Dia da Europa, que hoje se assinala, a ministra da Saúde quis transmitir uma “mensagem particularmente sensível”.

“A Europa não é só economia nem é só Estado social, mas também é, […] e a saúde individual e coletiva depende em grande medida da nossa capacidade de garantir melhores equilíbrio entre um conjunto de dimensões, sem as quais não conseguimos continuar a nossa existência coletiva e individual”, adiantou Marta Temido.

Presente da ocasião, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, ressalvou porém que é preciso “esperar mais uns dias” para avaliar o real impacto do desconfinamento.

“Já percebemos todos que o país não é simétrico […] e, sobretudo, o que se verifica são focos”, destacou Graça Freitas, reiterando que “desconfinar não é relaxar”.

Ainda assim, a responsável comentou que, “até agora, os números são encorajadores”.

Portugal contabiliza 1.126 mortos associados à covid-19 em 27.406 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

Relativamente ao dia anterior, há mais 12 mortos (+1,1%) e mais 138 casos de infeção (+0,5%).

Das pessoas infetadas, 815 estão hospitalizadas, das quais 120 em unidades de cuidados intensivos, e o número de casos recuperados passou de 2.422 para 2.499.

Portugal entrou domingo em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

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