entrevista

Governo está “a trabalhar” para dar “passo em frente” nas reformas antecipadas

António Costa, primeiro-ministro. Fotografia: EPA/David Fernandez
António Costa, primeiro-ministro. Fotografia: EPA/David Fernandez

Questionado sobre eventuais aumentos salariais na função pública, exigidos pelos parceiros da esquerda, Costa foi mais evasivo.

O Governo está “a trabalhar” na revisão dos cortes nas reformas antecipadas. Em causa está a proposta, já discutida no ano passado, que prevê eliminar as penalizações para quem tem 60 anos de idade e 40 de trabalho.

Em entrevista ao jornal Expresso, publicada esta sábado, o primeiro-ministro afirma que o Executivo está “a trabalhar e a ver se conseguimos dar mais algum passo em frente”.

Isto depois de terem sido eliminadas as penalizações para os trabalhadores com 60 anos de idade e 48 de trabalho, bem como para quem acumula 46 anos de trabalho e 60 anos de idade e tenha começado a descontar aos 15 anos.

“É uma matéria sobre a qual estamos a trabalhar para procurar fazer justiça a quem não teve oportunidade de ter a infância que podia ter tido”, acrescenta António Costa.

As reformas antecipadas com início em 2018 têm um corte de 14,5% devido ao fator de sustentabilidade, que é decidido com base na esperança média de vida. A esta penalização junta-se outra, de 0,5% por cada mês de antecipação. A idade da reforma está estipulada em 66 anos e quatro meses.

Na mesma entrevista, questionado sobre eventuais aumentos salariais na função pública, exigidos pelos parceiros da esquerda, Costa foi mais evasivo.

“Não é adequado responder a matérias que, para benefício das negociações em curso, devem manter-se reservadas”, afirmou, acrescentando no entanto que não tem “nenhuma razão para achar que as negociações não vão ser bem sucedidas”.

Sobre o Orçamento do Estado para 2019, que o Governo está a preparar, o primeiro-ministro adiantou apenas que será um Orçamento “de continuidade”, prosseguindo o descongelamento de carreiras, o aumento de pensões e da “política salarial”, os incentivos ao interior e “a trajetória de redução do défice e da dívida”.

Costa antevê ainda que em 2019 o orçamento da área da Cultura será “o maior de sempre”.

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