Economia

Governo está “confiante” nas suas próprias projecções económicas

Pedro Siza Vieira, ministro da Economia. Foto: REUTERS/Rafael Marchante
Pedro Siza Vieira, ministro da Economia. Foto: REUTERS/Rafael Marchante Pedro Siza Vieira; ministro da Economia

O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, reagiu às estimativas avançadas pela OCDE.

O ministro da Economia desvalorizou hoje os números da OCDE que revêem em baixa o crescimento de Portugal e diz estar confiante nas projeções do Governo, considerando que iniciativas para promoção externa do país reforçam caminho do crescimento económico.

“O Governo tem as suas próprias projeções e está confiante nelas. Recordo que no primeiro trimestre deste ano, várias instituições diziam que, se calhar, a economia não estava a crescer tanto quanto era possível e aquilo que verificámos é que a economia portuguesa acelerou o crescimento relativamente ao ano anterior, portanto estamos no bom caminho”, assegurou hoje Pedro Siza Vieira, ministro Adjunto e da Economia, em declarações à Agência Lusa.

O ministro português está hoje e quarta-feira em Paris para participar na reunião ministerial da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e reagiu aos números divulgados esta manhã por esta organização que apontam um crescimento da economia portuguesa de 1,8%, um número abaixo das previsões do Governo, assim como um agravamento da previsão do défice para 0,5%.

“O Governo tem muito claro o que é o seu programa e o seu plano. É necessário que consiga assegurar estabilidade das contas públicas, é necessário continuar a assegurar uma trajetória de redução da dívida pública, ao mesmo tempo que investimos nos serviços públicos e recuperamos os níveis de investimento público que desejamos”, disse ainda o governante.

Leia também: OCDE. Défice público português afinal estagna este ano em 0,5%

Pedro Siza Vieira aproveitou a deslocação a Paris para visitar os armazéns BHV, onde Portugal tem um lugar de destaque até dia 25 de junho como país convidado, garantindo que iniciativas como esta servem para “posicionar os produtos e a imagem de Portugal”, contribuindo para o aumento das exportações.

“O crescimento da economia tem que ser continuar a apostar na promoção externa que permita às nossas exportações crescerem como até agora acima das economias que nos compram bens. E, por isso, é muito importante conseguirmos posicionar os produtos e a imagem de Portugal junto de consumidores externos que podem estar, a partir dai, mais disponíveis para comprar as nossas coisas”, afirmou o ministro, lembrando que mesmo que França já seja um mercado “com um belíssimo posicionamento” para o turismo, há ainda muito a fazer do lado das exportações.

Um dos fatores que faz também crescer as exportações, segundo o ministro, é a grande comunidade portuguesa no país. “Uma das grandes riquezas do nosso país é a força das nossas comunidades no exterior […]. Para além das remessas, são também grandes canais das nossas exportações, não só porque consomem produtos portugueses, mas também porque temos muito empresários que são divulgadores desse produtos nos lugares em que se encontram”, afirmou o ministro.

Tendo isto em conta, o Governo prepara o primeiro congresso mundial da Diáspora Portuguesa, que decorrerá em 13 e 14 de julho, no Porto, e que, segundo o ministro, “permitirá reforçar as relações entre Portugal e as comunidades”.

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