Energia

Governo estima redução de 3,5% na fatura da luz em 2019

Fotografia: MANUEL DE ALMEIDA/ LUSA
Fotografia: MANUEL DE ALMEIDA/ LUSA

Segundo o ministro da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, a redução vai abranger os consumidores domésticos com potências mais baixas.

O ministro da Transição Energética estimou esta quinta-feira uma redução de 3,5% na conta da eletricidade, no próximo ano, para os consumidores domésticos com contratos de potências mais baixas, com o reforço das transferências para reduzir o défice tarifário.

Em conferência de imprensa no final da reunião do Conselho de Ministros, João Pedro Matos Fernandes disse que o Governo estima uma redução de 3,5% na conta da eletricidade em 2019 para os consumidores domésticos “da muito baixa tensão, do mercado regulado”.

O ministro disse ainda ter a expectativa de reduzir “em 17% a tarifa de acesso ao sistema, válido para todos, incluindo empresas”.

As estimativas do Governo resultam da aprovação, em Conselho de Ministros esta quinta-feira, o diploma que fixa que dois terços da receita da Contribuição Extraordinária do Setor Energética (CESE) sejam afetos à redução do défice tarifário, ou seja, o dobro do que antes estava definido.

De acordo com a proposta da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), as tarifas de eletricidade no mercado regulado devem subir 0,1% para os consumidores domésticos a partir de 01 de janeiro, sendo o valor final conhecido até 15 de dezembro.

“Este facto, em conjunto com o reforço da transferência de verbas a partir do fundo ambiental para este mesmo défice tarifário vai fazer com que este ano, para além do que já estava previsto, possa ser possível afetar à redução do défice o montante de 190 milhões de euros”, disse.

No próximo ano, a estimativa é que o montante seja “de mais 200 milhões de euros do que aquilo que estava previsto”, acrescentou.

O ministro do Ambiente e da Transição Energética sublinhou que, “em cima desta redução”, há uma proposta de autorização legislativa para que, em sede do Orçamento do Estado para 2019, a taxa de IVA para as potências mais reduzidas venha também a ser reduzida.

João Pedro Matos Fernandes sublinhou que “quase 50% dos contratos em Portugal” terem já uma potência contratada inferior a 3,45 kwa (Kilovoltampere).

“Vale a pena estarmos todos alerta e numa perspetiva de defesa do consumidor saber se de facto conseguimos modelar os nossos consumos ou reduzir mesmo a potência contratada porque isso corresponde a uma redução do consumo energético e naturalmente também a uma redução do preço que é pago”, declarou.

O Fundo para a Sustentabilidade Sistémica do Setor Energético foi criado em 2014 visando contribuir para a redução da dívida tarifária do Sistema Elétrico Nacional.

Com esse objetivo, o Governo transfere receita proveniente da CESE, respeitando “critérios que se têm vindo a revelar demasiadamente rígidos”, segundo a resolução.

O diploma aprovado aumenta assim de um terço para dois terços da CESE para a redução do défice tarifário.

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