IRS

Governo exclui englobamento de rendimentos em 2020

O primeiro-ministro, António Costa. TIAGO PETINGA/LUSA
O primeiro-ministro, António Costa. TIAGO PETINGA/LUSA

O primeiro-ministro deu quase como certo que a discusão do englobamento obrigatório de rendimentos prediais e de capital não aconteceria para já.

O primeiro-ministro garantiu esta quarta-feira, no debate quinzenal na Assembleia da República, que o englobamento de rendimentos no IRS não estaria em discussão no Orçamento do Estado para 2020 (OE 2020).

“Tenho quase por certo que não teremos essa discussão no Orçamento para 2020″, afirmou António Costa numa resposta ao líder do PSD que acusou o Governo de estar a desincentivar a poupança das famílias.

“Portugal não precisa de mais impostos, Portugal precisa de menos impostos, também aqui na questão do englobamento estamos a falar de mais ou menos impostos”, atirou Rui Rio.

Na resposta, o primeiro-ministro acusou o líder do principal partido da oposição de ter uma “vontade imensa de ter discussões fora de tempo” e referiu que a reposição do imposto sucessório foi ponderada há quatro anos pelo PS, mas afastada após negociações com PCP, BE e Verdes, e nem sequer constou das propostas socialistas às legislativas deste ano.

Quanto ao englobamento de todos os rendimentos em sede de IRS, que tem sido defendido pelos partidos mais à esquerda, Costa pediu ao presidente e líder parlamentar do PSD para não “criar papões”.

“O senhor deputado que foi eleito para um mandato de quatro anos, se alguma vez chegarmos a discutir o englobamento ainda cá estará para termos essa discussão em devido tempo. Tenho quase por certo que não teremos essa discussão no Orçamento para 2020”, afirmou, reiterando uma posição que já tinha manifestado no último debate quinzenal em resposta ao deputado único da Iniciativa Liberal.

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