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Governo fez mais um reembolso ao FMI. Desta vez foram 2,78 mil milhões

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Portugal fez um novo pagamento antecipado ao FMI, devolvendo 2,78 mil milhões de euros.

O Estado voltou a antecipar os reembolsos ao Fundo Monetário Internacional (FMI), amortizando uma parcela do empréstimo de 2 780 milhões de euros. Com este novo pagamento, realizado na quinta-feira, Portugal já devolveu cerca de 76% dos 26,3 mil milhões de euros de empréstimo contraído junto do organismo liderado por Chritine Lagarde.

Em comunicado, o Ministério das Finanças refere que continuará a concretizar no próximo ano o plano de amortizações antecipadas ao FMI e acrescenta que estes reembolsos, antes do vencimento, do prazo contribuem “decisivamente para a melhoria da sustentabilidade da dívida, reduzindo o custo desta e permitindo, simultaneamente, uma gestão de pagamentos mais equilibradas e o aumento da maturidade média”.

A parcela agora amortizada vencia entre junho de 2020 e maio de 2021 e faz subir para 9 012 milhões de euros o valor devolvido ao FMI ao longo deste ano, sendo este o montante máximo amortizado em termos anuais.

O pagamento agora concretizado já tinha sido anunciado por Mário Centeno no início deste mês quando referiu que Portugal iria fazer “muito brevemente” novo reembolso “num valor próximo dos três mil milhões de euros”.

O Tesouro previa fazer reembolsos no total de 8,4 mil milhões de euros ao longo de 2017, mas a melhoria das condições de financiamento têm reforçado esta estratégia de pagamento antecipado. Segundo o IGCP, a agência que gere a dívida pública, o empréstimo concedido pelo FMI no âmbito do Programa de Assistência Económica Financeira (PAEF) tem um custo anual que ronda os 4,3%. Um valor bastante distante da taxa de 1,939% com que o país se financiou na emissão de dívida realizada a 8 de novembro.

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