Governo não espera regresso aos confinamentos

Reunião de peritos está marcada para sexta-feira no Infarmed. Até lá, não vale a pena "especular", defende o ministro da Economia.

O governo diz não esperar o regresso a confinamentos e a medidas mais restritivas face ao agravamento dos indicadores de incidência da Covid-19 nas últimas semanas, num momento em que está prevista nova reunião de peritos no Infarmed para sexta-feira.

"Estou convencido que não vamos regressar a confinamentos nem vamos ter recomendações dessa natureza, mas o melhor é aguardarmos por sexta-feira", afirmou o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, nesta terça-feira, à saída da reunião da Comissão Permanente de Concertação Social na qual o governo formalizou a proposta de subida do salário mínimo para 705 euros em 2022.

Segundo os parceiros sociais, a aplicação de novas medidas para conter a pandemia foi tema de conversa no encontro, embora não tenha havido uma discussão sobre eventuais restrições. Isto, num momento em que organizações como a CIP defenderam já que o governo não deve avançar com medidas "mais penalizadoras" da atividade económica, após a ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, não ter descartado ontem a possibilidade de retorno ao teletrabalho.

"Não me parece que a senhora ministra tenha falado em teletrabalho obrigatório, mas vamos ver o que pode surgir", sinalizou hoje Siza Vieira.

"A avaliação daquilo que é a situação atual, daquilo que é o prognóstico de evolução da doença e da capacidade do nosso sistema de saúde responder quer a casos mais graves de Covid, quer a outras doenças respiratórias que possam acontecer nesta altura, é algo que os peritos irão recomendar", juntou ainda, defendendo que não vale a pena "especular" sobre eventuais restrições até ao final da semana.

O teletrabalho permaneceu obrigatório para funções compatíveis nas regiões com maior incidência de casos Covid-19 até agosto, passando depois a ser recomendado. A recomendação de teletrabalho caiu entretanto no início de outubro.

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