Governo “não tem pressa nem urgência” para privatizar a TAP

Privatização da TAP ainda não tem data para avançar
Privatização da TAP ainda não tem data para avançar

A privatização da TAP só vai avançar quando o Governo sentir que as propostas são vantajosas tanto para os interesses do país como para a companhia, não estando, por isso, com pressa para privatizar a transportadora aérea.

O Governo assumiu que não tem “nenhuma pressa nem nenhuma urgência” na privatização da companhia aérea. “Ela só
ocorrerá quando todas as condições para o seu sucesso estiverem
razoavelmente garantidas”, declarou António Pires de Lima, ministro da Economia.

“A nossa visão para a TAP é uma TAP que defenda o interesse estratégico
de Portugal. Tem que ser privatizada com todas as garantias estratégicas
que a empresa continua a ter uma marca portuguesa que garante o hub de
Lisboa tanto para África como para a América Latina”, disse o ministro durante a comissão parlamentar de economia e obras
públicas, que decorreu esta quarta-feira.

“A TAP é a maior empresa transportadora para o Brasil. Tem quase 90 voos semanais. Tem mais do que a Iberia e a Air France juntas para o Brasil”, sublinhou.

Leia também:TAP já aterra em El Dorado de olhos postos em novos mercados

O ministro defendeu a necessidade de privatizar a transportadora aérea de forma a tornar-se mais competitiva no mercado da aviação global. “Para poder continuar desenvolver-se e crescer, tem de aumentar os seus capitais para poder ser mais agressiva no desenvolvimento das suas rotas e poder competir com empresas internacionais”.

“É esta a visão para a TAP, uma emresa que deve ter capitais suficientes para poder continuar a crescer, mas controlando os seus ativos estratégicos para que continue a ser uma boa empresa nacional”, defendeu o governante.

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