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Governo negoceia linha de 190 milhões com BEI para agricultura

Luís Capoulas Santos. ministro da Agricultura.
Luís Capoulas Santos. ministro da Agricultura.

Além da expansão, Capoulas referiu a necessidade de "consolidar os mercados já abertos"

O governo negociou com o Banco Europeu de Investimento uma linha de financiamento de 190 milhões para a agricultura, para apoiar os agricultores que ficaram de fora do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR).

“Negociámos com o Banco Europeu de Investimento (BEI), uma forma de financiamento ao setor, através do qual o BEI disponibilizará 190 milhões de euros, e o Ministério da Agricultura, através do PDR, garantirá um financiamento para a garantia destes empréstimos na ordem dos 20 milhões”, disse o ministro da Agricultura, Capoulas Santos, a margem da Fruit Logistica, a maior feira de frutas e legumes mundial, que decorre até sexta-feira em Berlim.

Trata-se de uma linha de crédito com um período de carência a três anos, com “os juros mais baixos possíveis”, disse o ministro. A linha deverá ficar disponível a partir de junho.

O anúncio foi recebido com agrado pelo presidente da Portugal Fresh, Gonçalo Santos de Andrade. “Tudo o que possa ser feito no sentido de dar acesso a investimento é importante. No último ano, os empresários do setor tiveram dificuldades no acesso a projetos de investimento”, reagiu. “É extremamente importante que o setor tenha disponibilidade para investir”, para fazer face à concorrência de outros mercados externos.

Abertura de novos mercados

De acordo com Capoulas Santos, o governo “tem vindo a apostar fortemente na internacionalização”, tendo aberto, em três anos, 53 mercados para 200 produtos, no setor hortícola e estando a trabalhar na abertura de outros 50 para mais 250 produtos. No caso da fruta e legumes, no mesmo período abriram 15 mercados para 45 produtos e estão a trabalhar em 18 novos mercados e 50 produtos. África do Sul, Coreia do Sul e China são os mais relevantes.

Além da abertura de mercados, Capoulas referiu a necessidade de “consolidar os mercados já abertos”, admitindo que mercados como a Índia, que abriram no ano passado, precisam de ser mais trabalhados.

O México, outro dos mais recentes a abrir à pera rocha e à maçã nacional, foram enviados dois contentores, um investimento de 50 mil euros, adianta Gonçalo Santos de Andrade. Mas o elevado investimento, a burocracia e o preço fizeram que o processo não tivesse evoluído desde a campanha 2017-2018. “Não foi possível fazermos mais porque não chegamos a acordo de preço”, adianta o responsável da Portugal Fresh.

Apesar disso destaca a importância da abertura de novos mercados como forma de abertura de portas para o escoamento de produtos.

México e Índia “são mercados importantes para os próximos 10 anos”. “É preciso um trabalho de promoção grande junto dos consumidores e dos gestores de compra”, diz.

A própria associação candidatou-se ao Portugal 2020, para a realização de duas missões de prospeção e promoção ao mercado da China e da Índia a realizar em 2019 e 2020.

*Em Berlim. A jornalista viajou a convite da Portugal Fresh

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