Greve dos motoristas

Governo: início da negociação depende de desconvocação da greve

O ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes. JOÃO RELVAS / LUSA
O ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes. JOÃO RELVAS / LUSA

O governante voltou a deixar um "apelo as partes para um entendimento e para que a greve chegue ao fim".

O governo afirmou este domingo que uma negociação entre o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e a associação patronal só avançará se o plenário de trabalhadores, que se realiza hoje, decidir desconvocar a greve em curso.

O plenário de trabalhadores realiza-se hoje em Aveiras de Cima pelas 16H00.

Segundo o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, há a “expetativa” de no plenário “haja condições para desconvocar a greve” para que se inicie a mediação entre sindicato e patrões.

O governante voltou a deixar um “apelo as partes para um entendimento e para que a greve chegue ao fim”.

“Sentimos que existem já todas as condições para o único sindicato que ainda está em greve se sente à mesa para negociar”, afirmou.

Tanto o sindicato como a associação patronal, a ANTRAM, mostraram disponibilidade para voltar a negociar depois de falhada uma tentativa de acordo.

Ontem, o porta-voz do SNMMP afirmou que a ANTRAM “tem as costas quentes” para justificar a posição inflexível da associação nas negociações. “Os serviços são garantidos (na greve) patrocinados pelo Estado”, disse ontem Pedro Pardal Henriques.

As declarações foram proferidas na conferência habitual de balanço da distribuição de combustíveis. Segundo o ministro, assiste-se à “consolidação da ideia de normalidade na distribuição de combustíveis” no país.

Adiantou que ontem os serviços mínimos foram cumpridos em 123%, o que “traduz número expressivo de trabalhadores que já não estão em greve”. Assinalou ainda que “a utilização das forças armadas tem vindo a reduzir-se”.

Atualizada às 12H51

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