Agroalimentar

Governo quer reforçar “marca Portugal” e “ir mais longe” nas exportações

Maria do Céu Albuquerque, ministra da Agricultura. 
(João Silva / Global Imagens )
Maria do Céu Albuquerque, ministra da Agricultura. (João Silva / Global Imagens )

Ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, visitou o salão do setor alimentar e das bebidas, em Lisboa

A ministra da Agricultura afirmou, nesta quarta-feira, que o Governo quer “reforçar a presença da marca Portugal” e “ir mais longe” no que se refere às exportações do setor agroalimentar, o que é possível através de salões como o SISAB.

“São momentos muito importantes, não só aqueles que se fazem em Portugal, como é o caso do SISAB, mas outros que se fazem no estrangeiro. Nós queremos reforçar a presença da marca Portugal em setores chave onde tenhamos a oportunidade de ir mais longe em relação às exportações”, notou Maria do Céu Albuquerque, que falava aos jornalistas, durante a visita ao salão do setor alimentar e das bebidas, a decorrer em Lisboa.

Conforme apontou a ministra, este é um trabalho que está a ser reforçado “com uma estratégia renovada” e em proximidade com o setor e com os negócios estrangeiros.

A governante disse também que o executivo tem estado a trabalhar na abertura de novos mercados para a exportação dos produtos portugueses, avançando que ainda hoje teve uma reunião sobre o tema com o secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, acrescentando que pretende, durante a sua visita ao SISAB, contactar com os representantes dos subsetores do complexo agroalimentar no sentido de se prosseguir uma estratégia conjunta.

“Hoje temos mais de duas dezenas de mercados abertos, mais de duas centenas de produtos em mercados externos e queremos ir mais longe. Temos identificados potenciais mercados e produtos que vão duplicar, claramente, estes montantes”, sublinhou Maria do Céu Albuquerque, escusando-se a avançar que mercados e produtos estão em causa.

Questionada sobre se os produtores presentes no certame se mostraram preocupados com o desenvolvimento do novo coronavírus, designado Covid-19, a ministra da Agricultura recusou esta ideia, acrescentando que os responsáveis das empresas falaram das oportunidades que os produtos portugueses “apresentam enquanto potenciais capitalizadores” da economia.

O SISAB 2020, que decorre até quarta-feira, junta compradores de cerca de 130 países, tendo, nesta edição, sido cancelada a vinda de participantes de China e do norte da Itália devido ao surto de Covid-19.

De acordo com a informação disponível no ‘site’ do SISAB 2020, entre os países compradores encontram-se o Canadá, Estados Unidos, México, Brasil, Angola, Egipto, Líbia, Rússia e Austrália.

A Casalinho ‘Wines’, a Fábrica de Chá Gorreana, a Super Bock, a Confeitaria Vale, os Segredos do Chefe, a Cacial e os Sabores das Quinas são algumas das empresas presentes no certame.

Os compradores poderão visitar os 28 setores em exposição, como vinho, especiarias, embalagens, serviços financeiros, pescado, carne, frutas, azeite, laticínios e produtos dietéticos.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
coronavirus turismo turistas

ISEG. Recessão em Portugal pode chegar a 8% este ano

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho. JOÃO RELVAS/LUSA

Pedidos de lay-off apresentados por 33.366 empresas

coronavirus lay-off trabalho emprego desemprego

Rendimento básico incondicional? “Esperamos não ter de chegar a esse ponto”

Governo quer reforçar “marca Portugal” e “ir mais longe” nas exportações