Coronavírus

Governo vai abrir linhas de crédito já existentes a serviços e transportes

O ministro de Estado, da Economia e Transição Digital, Pedro Siza Vieira. TIAGO PETINGA/LUSA
O ministro de Estado, da Economia e Transição Digital, Pedro Siza Vieira. TIAGO PETINGA/LUSA

Enquanto não são operacionalizados novos valores aprovados por Bruxelas, crédito é dado com linhas já existentes a partir de quarta-feira.

O governo não pretende abrir mais linhas de crédito, mas antes alargar as já existentes e reforçá-las com o valor de financiamento aprovado no último domingo pela Concorrência europeia, de 13 mil milhões de euros. Enquanto isso não acontece, mais sectores vão poder aceder aos valores de crédito de três mil milhões de euros já operacionalizados – até aqui receberam apenas 223 pedidos de operações de financiamento.

Segundo o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, a partir de quarta-feira sectores como comércio e serviços e as empresas de transporte de mercadorias e de passageiros já vão poder financiar-se nos bancos contra as garantias dadas pelo Estado.

“Vai já a partir de quarta-feira passar a ser acessível a empresas de outros sectores de atividade as linhas já disponibilizadas, dos três mil milhões de euros. Ou seja, empresas do sector de comércio e serviços, empresas do sector dos transportes de mercadorias, de passageiros, um conjunto muito vasto de atividades, passam também a poder aceder de imediato às linhas que já foram lançadas”, indicou Siza Vieira após reunião da Comissão Permanente de Concertação Social, esta segunda-feira.

O governo mantém a intenção de, para estabelecimentos de comércio e serviços, sector “mais afetado pelas medidas de encerramento de atividade, reservar pelo menos um valor de 1200 milhões de euros”.

As linhas de crédito em funcionamento que vão ser agora abertas a transporte se aos serviços estavam originalmente reservadas a algumas indústrias e empresas do sector turístico como restauração e hotelaria. Permitem garantias públicas até 90% e contam com um spreads máximos de 1% e 1,5%, além de preverem um período de carência de um ano para parte dos fundos garantidos.

O governo não deu conta de valores de financiamento já contratados, referindo apenas que houve 223 pedidos de operações apresentados junto dos bancos que canalizam estas verbas.

Já na linha inicial de crédito com que o governo avançou sem que fosse então necessário um pedido de autorização para auxílios de Estado, com condições menos favoráveis às empresas, o financiamento contratado já supera o limite de crédito. Segundo Siza Vieira, a Linha Capitalizar 2018 Covid-19, destinada à generalidade das microempresas e PME, teve pedidos para um financiamento total de 1130 milhões, dos quais 635 milhões foram aprovados.

Já a linha de 60 milhões de euros gerido pelo Turismo de Portugal, para crédito a microempresas do sector, regista 2996 candidaturas, das quais 694 já aprovadas, indicou o ministro também sem referir valores de financiamento.

Atualizado às 23h

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