Governo vai lançar concurso de ideias para ponte sobre o Douro para o metro

Nova travessia não vai contemplar veículos automóveis, estando, ainda, em estudo se irá acolher bicicletas e trânsito pedonal

O Governo vai lançar “o mais rapidamente possível” um concurso de ideias para uma nova ponte sobre o rio Douro, ligando o Porto e Vila Nova de Gaia, que servirá o metro, disse o ministro do Ambiente.

“Não se faz, na minha opinião, uma ponte sobre o rio Douro – com a história que existe do lado do Porto e do lado de Gaia, e existindo uma ponte do Edgar Cardoso

e uma ponte do Eiffel – que não seja um grande projeto. Por isso vamos lançar um concurso de ideias para a nova ponte que servirá o metro”, disse João Pedro Matos Fernandes.

O ministro do Ambiente e da Ação Climática, que falava à agência Lusa, no Porto, à margem de uma conferência sobre os desafios estratégicos na ação climática, frisou que a nova ponte que ligará as margens do Porto e de Vila Nova de Gaia através de uma nova linha de metro - “terá de ser “icónica” e que o concurso de ideias será lançado “o mais rapidamente possível”.

Em causa está a linha Santo Ovídio-Devesas-Campo Alegre, conhecida como “segunda linha de Gaia”.

A nova ponte não é uma ponte rodoviária e servirá para metro, estando ainda em estudo a possibilidade de acolher bicicletas ou ser também pedonal.

Matos Fernandes disse que “ainda que a Metro do Porto esteja a concluir para a Área Metropolitana do Porto os estudos de procura” esta é “uma linha que já está decidido fazer-se”.

“É paralela à linha que hoje desce a Avenida da República e tem de amarrar no nó das Devesas, porque a estação General Torres corre o risco de ficar muito sobrecarregada. É um projeto relativamente simples – aliás, em Gaia vai sobretudo à superfície – pelo que admitimos lançar um concurso de conceção/construção mas com uma exceção: a ponte”, descreveu Matos Fernandes.

O ministro quer que o concurso de ideias dedicado à ponte sobre o Douro envolva, no júri, a Ordem dos Arquitetos, a Ordem dos Engenheiros, a Metro do Porto, as autarquias e entidades ligadas ao património.

Matos Fernandes adiantou ainda que o procedimento será lançado “o mais tardar no final deste ano, início do próximo”, para depois “avançar para o projeto propriamente dito”, projeto sobre o qual não adiantou mais datas ou prazos.

“Um concurso destes precisa de pelo menos dois meses para que os concorrentes tenham tempo de preparar e apresentar propostas. Quero acreditar que uma vez aberto concurso, ao fim de cinco/seis meses já estará fechado”, concluiu.

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