Graça Fonseca: “O empreendedorismo é a área em que Lisboa pode fazer a diferença”

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Lisboa quer ser ponto de encontro para empreendedores, incubadoras e investidores. Graça Fonseca, vereadora de Economia, Inovação e Modernização da Câmara Municipal de Lisboa, quer que Lisboa seja cada vez mais cidade catalisadora de pequenas empresas e negócios jovens e, por isso, quer reforçar o investimento nos fazedores nacionais e atrair estrangeiros para que criem as suas empresas em Portugal.

“A nível global, hoje em dias cidades e regiões estão em
hiper-competitividade. Cada vez mais as cidades e as regiões têm
que encontrar o que as distingue. O que é que diferencia Lisboa de
Berlim? Ou de Londres ou de Madrid? É isso que temos que encontrar.
Para nós é evidente que Lisboa não é um centro financeiro, não é
essa a sua vocação nem o DNA e não é para isso que devemos
orientar a cidade. Devemos orientar a cidade para aquilo que ela tem
de potencial concretizado. Como é uma cidade de dimensão média,
universitária, uma cidade ribeirinha com uma boa qualidade de vida,
esta área do empreendedorismo é uma área que as pessoas se sentem
aqui bem”, disse Graça Fonseca ao Dinheiro Vivo.

Lisboa foi considerada cidade empreendedora para 2015 a 25 de
junho, em Bruxelas. O prémio, atribuído no final de junho pelo
Comité das Regiões da União Europeia, foi pela primeira e única
vez atribuído a uma cidade, distinguindo várias entidades e
projetos que fazem da capital portuguesa um exemplo na área do
empreendedorismo.

Entre os projetos dados como argumento para o prémio à a rede de
incubadoras de Lisboa que conta já com 12 instituições, entre as
quais a Startup Lisboa, a Startup Tech, a Fábrica de Startups, a
LISPOLIS e a LABS Lisboa, entre outras, pelo papel que desempenham
nesse ecossistema.

“Existem duas dinâmicas: as pessoas, cidadãos, que querem
arriscar, por um lado; e, por outro, as entidades públicas e
privadas, as parcerias. Este último tem dois grandes papéis: não
atrapalhar, não ser bloqueio à iniciativa privada e, ao mesmo
tempo, criar as condições, os espaços, os projetos, que permita
dar respostas a quem procura.”

Desde 2011, quando a Câmara começou a trabalhar no sentido de
criar uma “economia” da cidade, o ecossistema de
incubadoras e startups de Lisboa já criou mais de 900 empregos:
metade foram gerados na Startup Lisboa, criada em fevereiro de 2013,
e que se prepara para abrir uma residência de empreendedores num
prédio da Rua do Comércio, até ao fim deste ano. “Quisemos
ocupar edifícios que abandonados, por reabilitar ou praticamente
vazios há muitos anos, e associar este movimento ao de reabilitação
urbana para trazer maior dinamismo ao centro da cidade. Este
movimento de regresso à cidade faz-se com pequenas empresas,
pequenos negócios que são muito mais flexíveis, têm muito mais
mobilidade e permitem gerar mais movimento no centro da cidade.
Afinal já não somos só a cidade de turismo. Somos também uma
cidade que está a competir num plano global em tudo o que tenha a
ver com emprego jovem, empreendedorismo, e atração de novas novas
fontes de financiamento”, conclui a vereadora.

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