Imobiliário

Grande Porto debate-se com escassez de escritórios

O POP já está em comercialização. Fotografia: D.R.
O POP já está em comercialização. Fotografia: D.R.

O Grande Porto tem onze projetos de escritórios em desenvolvimento, mas a oferta não é suficiente para responder às solicitações das empresas

O Grande Porto bateu, no ano passado, valores recordes de ocupação de escritórios por empresas portuguesas e internacionais. O estudo “Mercado de escritórios do Porto”, da responsabilidade da Cushman & Wakefield e da Predibisa, regista a ocupação de mais de 50 negócios, que totalizaram perto de 80 mil metros quadrados. A procura está, no entanto, ameaçada pela escassa oferta disponível.

Este dinamismo da procura, que tem vindo a acelerar desde 2015, não está a esmorecer e prende-se com a pool de talento disponível, com os preços ainda competitivos (embora a subir), com a qualidade de vida, entre outras valências, ouviu-se hoje na apresentação da segunda edição do estudo “Mercado de escritórios do Porto”. O segmento “está em velocidade cruzeiro”, sublinhou Graça Cunha.

Em desenvolvimento estão onze projetos de escritórios, que totalizam mais de 170 mil metros quadrados e que vão de encontro às exigências dos potenciais ocupantes (como áreas de open space, zonas de lazer, serviços…). Este ano, deverão estar disponíveis cinco edifícios de escritórios, com um total de 78 mil metros quadrados. Mas não chega, alertam as consultoras.

“Temos várias empresas a bater à porta e não há oferta para responder na hora”, adiantou Graça Cunha, exemplificando que o Urbo Business Center (Matosinhos), que está prestes a estar operacional, está já 100% ocupado. Este empreendimento de escritórios é o primeiro a ser inaugurado nos últimos dez anos na região.

Baixa taxa de desocupação

O Grande Porto (concelhos do Porto, Maia, Matosinhos e Vila Nova de Gaia) tem cerca de 1,5 milhões de metros quadrados de escritórios, com a cidade do Porto a concentrar mais de metade da oferta. Segundo o relatório, a taxa de desocupação situava-se, em dezembro do ano passado, nos 7,3%, uma descida de 450 pontos base face a 2017.

A Boavista é a zona mais cara da região, com o metro quadrado prime a valer atualmente 18 euros, logo de seguida vem a Baixa, onde o preço ronda os 17 euros. As mais em conta, são o Porto Oriental, a zona empresarial do Porto e a Maia.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa (D), e o primeiro-ministro, António Costa (E). Fotografia: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Presidente já tem nomes dos novos ministros

Agricultura

Salários agrícolas disparam no Algarve e Lisboa

twitter-mobile-app-ss-1920-960x540_c

Twitter pia mais fino, milhões de utilizadores voaram

Outros conteúdos GMG
Conteúdo TUI
Grande Porto debate-se com escassez de escritórios