Grandes clientes das exportações portuguesas caem menos do que previsto

OCDE melhorou previsões para este ano para a zona euro e alguns dos principais destinos das vendas nacionais.

A recessão mundial vai ser a mais profunda desde a II Guerra Mundial, mas um pouco menos do que as previsões iniciais. Pelo menos para a Organização para a Cooperação de Desenvolvimento Económicos (OCDE) que reviu as projeções de junho e melhorou os números para este ano. Em vez de uma queda de 6% para a economia mundial, a OCDE aponta agora para 4,5% e também reviu para alguns dos principais clientes das exportações portuguesas.

No relatório intercalar divulgado na passada quinta-feira, a organização sediada em Paris apenas apresentou previsões para as maiores economias mundiais e zona euro o que permite avaliar o comportamento de alguns dos principais destinos das vendas ao exterior.

A OCDE divulgou projeções para países como a Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Estados Unidos, Brasil ou China e para estes destinos seguiram em 2019 quase 43% das vendas ao exterior, indicam os cálculos do Dinheiro Vivo. Significa que qualquer melhoria nestes mercados também pode beneficiar a economia nacional. Contudo, nestas projeções não está incluído o maior cliente: a Espanha, que absorveu praticamente um quinto das exportações de bens e serviços, equivalente a 14,8 mil milhões de euros.

Os dados definitivos divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) neste mês de setembro indicam que para estes sete destinos, Portugal vendeu mais de 25,6 mil milhões de euros em bens e serviços.

Assumindo apenas os países com previsões atualizadas da OCDE, e por ordem decrescente, a França surge como o segundo mais importante cliente das exportações nacionais, com uma quota de 13%. Segue-se a Alemanha com 12%, o Reino Unido (6,1%), os Estados Unidos (5,1%) e a Itália com 4,5%.

Exportações afundam

Uma previsão um pouco menos pessimista do que há três meses e meio pode representar uma boa notícia para as empresas exportadoras. O primeiro semestre do ano foi para esquecer em termos de vendas ao exterior.

Entre janeiro e junho deste ano, Portugal exportou o equivalente a 34,7 mil milhões de euros uma queda de 10,2 mil milhões de euros face aos primeiros seis meses de 2019, ou seja, um trambolhão de 22,8%, segundo dados da AICEP - a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.

Numa amostra de 13 destinos das exportações nacionais, a maior razia foi registada nas vendas para o Brasil e o Reino Unido (34% em cada um dos mercados), seguindo-se Irlanda (-28,5%) e Angola (-28,4%). Para os Estados Unidos registou-se uma quebra de 26,6% face ao primeiro semestre de 2019.

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