Grécia aprova austeridade mas Tsipras pagou caro

Líder grego viu o apoio à coligação cair para 153 deputados, ficando a dois lugares do mínimo para a maioria. E isto na primeira ronda da nova austeridade.

O parlamento grego aprovou ao início da noite desta quinta-feira as medidas exigidas no imediato pelos credores para libertar uma tranche de dois mil milhões de euros a Atenas e outros dez mil milhões de euros para a recapitalização da banca do país. Apesar da aprovação, a coligação que sustenta o governo de Alexis Tsipras tremeu e ganhou fissuras.

Com uma maioria de 155 deputados graças à coligação com os Gregos Independentes (ANEL), Tsipras viu o pacote legislativo ser aprovado com 153 votos a favor. Stathis Panagoulis, deputado do Syriza, absteve-se, e Nikos Nikopoulos, do ANEL, votou contra. A rebelião levou Tsipras e Kammenos (líder do ANEL) a expulsarem os deputados dos respetivos grupos parlamentares.

A deserção só não foi maior porque um deputado do Syriza, Gavriil Sakellaridis, que iria votar contra o pacote de austeridade, optou por demitir-se e "devolver" o lugar de deputado ao partido de Alexis Tsipras - que o substituiu por alguém que votou favoravelmente. Este, todavia, não deverá ser o caso dos dois "desertores" que ficaram para a votação: Nem Panagoulis, nem Nikopoulos, devem devolver os seus lugares no parlamento aos partidos, ficando assim como independentes.

Confirmando-se a permanência de ambos no parlamento, então a aprovação do primeiro pacote legislativo exigido pelos credores a Atenas no âmbito do terceiro resgate grego passou uma fatura elevada a Tsipras: no seguimento das eleições de setembro, o Syriza assegurou uma coligação com 155 deputados, quando a maioria exige um mínimo de 151 deputados. Agora, e só na primeira ronda da nova austeridade, o apoio a Tsipras caiu para 153 deputados. E isto quando faltam aprovar várias medidas bastante impopulares na Grécia, nomeadamente novos cortes nas pensões.

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