Grécia

Grécia. Autoridades em alerta com ameaça de mês de violência anarquista

Manifestante na greve de dia 12 (Fotografia: Yannis Kolesidis/EPA)
Manifestante na greve de dia 12 (Fotografia: Yannis Kolesidis/EPA)

Dois influentes anarquistas estão a apelar a um mês de violência na Grécia para atacar fascistas, políticos e polícias com cocktails molotov.

Nikos Toskas, ministro adjunto para a Protecção dos Cidadãos, reuniu esta sexta-feira com as principais hierarquias da polícia grega para debater o aumento das medidas de segurança em vigor em Atenas, sobretudo a partir da próxima terça-feira, dia 17 de novembro.

Em causa está uma ameaça alegadamente feita por Nikos Romanos e Panayiotis Argyrou, dois dos elementos mais conhecidos dos grupos de anarquistas gregos, ambos atualmente na prisão. Na ameaça, publicada na internet dia 11 de Novembro, estes elementos apelam à abertura de “um mês de acções coordenadas” e violentas, incluindo ataques “com engenhos incendiários contra fascistas e patrões”.

“A nosso proposta de avançar com uma frente anarquista insurreccionaria é simples: uma acção de campanha com o nome de ‘Black December’, que marcará o reinício da insurreição anarquista, dentro e fora das prisões”, lê-se ainda no apelo. “Partir montras, distribuir panfletos com a mensagem da revolta, colocar engenhos incendiários contra fascistas e patrões, pendurar cartazes nas pontes e nas principais avenidas, explodir casas de políticos, atacar polícias com cocktails molotov, sabotar o comércio natalício e pilhar as exibições de riqueza”, são outras das promessas deste apelo.

As autoridades gregas, ainda a tentar apurar a veracidade do apelo e/ou a adesão que poderá vir a suscitar, suspeitam que os confrontos registados na greve geral desta semana, levada a cabo por grupos de jovens vestidos de preto, tenha servido como uma espécie de ensaio ou tiro de partida para o mês de violência agora prometido – o apelo surgiu no dia anterior à greve.

A decisão por parte dos anarquistas de lançar um mês de protesto entre novembro e dezembro não surge por acaso, tal como os cuidados especiais que as autoridades terão a 17 de novembro. Neste dia  celebra-se o levantamento estudantil de 1973 contra a junta militar que então governava a Grécia, levantamento que chegou ao fim com o envio de tanques sobre o Politécnico de Atenas.

Por outro lado, a 6 de dezembro próximo passam sete anos desde a morte de Alexandros Grigoropoulos, estudante de 15 anos morto por dois polícias. Na altura, o caso provocou uma onda de violência na Grécia que se estendeu por vários dias, tendo Grigoropoulos sido transformado numa bandeira dos grupos anarquistas.

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