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Greve dos motoristas de matérias perigosas chega ao fim

Os postos de combustíveis no país estão a ser abastecidos com a máxima urgência. Fotografia: JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA
Os postos de combustíveis no país estão a ser abastecidos com a máxima urgência. Fotografia: JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Sindicato e ANTRAM chegaram a acordo. Normalidade será reposta de "forma gradual", diz ministro das Infraestruturas.

A greve dos motoristas de transporte de matérias perigosas chegou ao fim, confirmou fonte do Governo à rádio Renascença esta manhã. Anúncio segue-se a uma reunião que durou cerca de 10 horas no ministério do Trabalho.

Pedro Nuno Santos garante, em conferência de imprensa, que já há acordo e a partir de hoje “estão reunidas todas as condições para que a normalidade seja reposta”. Normalidade esta que será gradual.

O ministro das Infraestruturas dirigiu uma palavra aos trabalhadores que “tiveram um comportamento correto ao longo dos dias, fizeram-se ouvir e vão conseguir um acordo que permitirá a dignificação da sua profissão”. Pedro Nuno Santos agradeceu ainda às forças de segurança que “tiveram um papel importantíssimo desde a primeira hora”.

A primeira reunião das negociações entre as duas partes é já dia 29 e até ao final do ano espera-se que seja estabelecido um acordo coletivo que reconheça esta classe de motoristas de transporte de matérias perigosas. Até lá, o ministro afirma que há “a garantia das partes de paz social”.

Outro elogio foi feito à Fectrans – Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, lembrando o “acordo histórico”, alcançado em setembro de 2018 com a ANTRAM, que também “permitiu chegar hoje a um entendimento”, disse o ministro.

Gustavo Paulo Duarte, presidente da ANTRAM, reconhece que “este foi um processo difícil” e afirma que na reunião de dia 29 de abril, as partes vão “olhar para trás, perceber o que se passou e depois discutir o que é que as pessoas que fizeram greve merecem”.

“É um orgulho acompanhar esta classe”, afirmou o vice-presidente do SNMMP. “Foram 72 horas duras mas foi algo histórico mas o país percebeu as dificuldades que a classe estava a passar”.

Pedro Pardal Henriques apontou duas razões para o término da greve. Em primeiro lugar a garantia do Governo e da ANTRAM de que a negociação do acordo coletivo terá um desfecho até ao final do ano. E depois pelo impacto que a paralisação tem no país. “Sem eles [motoristas de matérias perigosas], o país pára, mas o país não os conhecia nem reconhecia”.

A greve dos motoristas de matérias perigosas começou às 00:00 de segunda-feira e foi convocada pelo SNMMP, por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica.

Notícia atualizada pela última vez às 8:57.

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