Carreiras

Greve dos trabalhadores dos impostos fecha repartições em todo o país

Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens
Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens

Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos reúne-se quinta-feira com o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais.

A greve que os trabalhadores dos impostos estão a cumprir esta sexta-feira fechou serviços de Finanças em todo o país e nos que abriram verificam-se “fortes constrangimentos”, disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, Paulo Ralha, à Lusa.

“Registamos o encerramento de serviços de Finanças por todo o país e os serviços que abriram estão com constrangimentos porque há colegas em greve”, disse Paulo Ralha à Lusa, adiantando que também os serviços de verificação de bagagens nos portos e aeroportos estão com filas maiores do que o habitual pelo facto de as Alfândegas estarem a funcionar em serviços mínimos.

Na origem desta greve está a falta de uma nova proposta de revisão das carreiras por parte do Governo, ainda que haja já uma convocatória para nova reunião com o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais.

A reunião está agendada para o dia 4 de abril, mas, ainda que a sua marcação tivesse chegado mais cedo, não seria suficiente para evitar a greve de hoje. “Para travar esta greve seria necessário que a convocatória viesse acompanhada de nova proposta sobre a revisão das carreiras, o que não aconteceu”, precisou o dirigente sindical.

Na mesma data, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais reunirá também com a Direção da Associação Sindical dos Profissionais de Inspeção Tributária e Aduaneira (APIT).

Sobre a greve de hoje, Paulo Ralha adiantou que os dados de que já dispõe indicam que a adesão terá ficado ligeiramente abaixo da registada na greve que os trabalhadores dos impostos cumpriram no final do ano passado e que superou os 60%. Nessa altura, contudo, o processo negocial não tinha ainda sido iniciado e o STI recorreu ao fundo de greve, o que agora não sucedeu.

Os contribuintes com pagamentos em prestações que deixaram esta obrigação para o último dia útil deste mês estão entre os que poderão sentir mais os efeitos desta greve, já que aquele tipo de pagamentos é habitualmente realizado aos balcões dos serviços de Finanças.

Antes de ter recebido a primeira versão da proposta de revisão das carreiras, o STI tinha sinalizado a intenção de marcar greve para o último dia útil de cada mês até às eleições legislativas, que vão realizar-se em 06 de outubro. Esta intenção será analisada numa reunião magna que o sindicato vai realizar em 12 de abril.

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