Função Pública

Greve: Frente Comum diz que adesão ronda os 80%

Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum
Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum

Hospitais, centros de saúde e escolas são os locais onde a greve da função pública está a ter mais impacto. Frente Comum diz que a adesão é de 80%.

Os dados que vão chegando à Federação Nacional dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais indicam que a adesão à greve está entre os 70% e os 80%. Estes dados foram avançados ao final da manhã por Ana Avoila, que justificou a elevada adesão pelo facto de os que ainda estão obrigados a cumprir 40 horas de trabalho semanais quiseram dar um “sinal claro da sua rejeição” a esta medida.

Aquele número geral reflete situações distintas, precisou a coordenadora da Frente Comum, sendo superado na larga maioria dos hospitais e centros de saúde do país onde as urgências funcionam “em serviços mínimos”. Outro dos sectores mais afetados, referiu, é a Educação, com centenas de escolas encerradas.

A adesão à greve supera a das duas paralisações anteriores, afirmou Ana Avoila, e demonstra “que os trabalhadores não podem e não querem ser mais enganados”. Neste contexto lembrou as críticas que PS, PCP e BE fizeram ao regime das 40 horas, quando estavam na oposição, e as promessas que foram feitas na campanha eleitoral de reversão desta medida.

Promessas que, afirma a sindicalista, não têm reflexo na proposta das 35 horas que foi entregue pelo PS. A questão não está tanto na data de entrada em vigor – “se não puder ser abril e for em maio, não vem daí mal ao mundo” – mas na parte da redação do diploma que defende a necessidade de regulamentação e para um “horário mínimo de 35 horas”.

Ana Avoila receia, assim, que acabe por não ser feita a regulamentação o que, a acontecer, obrigaria a remeter as 35 horas para acordos coletivos que prevejam bancos de horas e adaptabilidade. “Na administração pública as regulamentações são altamente perigosas. O prazo de 90 dias é indicativo e a prova é que hoje ainda temos leis do tempo do Eng. António Guterres por regulamentar”, afirmou.

 

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