Greves

Greves ameaçam parar hospitais e escolas no início de maio

A Fesap avançou com um pré-aviso de greve para 2 e 3 de maio que abrange os trabalhadores da saúde. Dia 4 pára o pessoal não docente das escolas.

A falta de resposta do governo às revindicações dos trabalhadores da saúde e a “degradação crescente” das condições de trabalho levaram a Federação dos Trabalhadores da Administração Pública (Fesap) a avançar com um pré-aviso de greve para o período compreendido entre as 00h00 do dia 2 de maio e as 24h00 do dia seguinte.

Os trabalhadores (com contrato individual de trabalho e contrato de trabalho em funções públicas) dos hospitais EPE e demais serviços na dependência do Ministério da saúde que não integram carreiras especiais querem, com esta paralisação, manifestar o seu desagrado com a demora na aplicação das 35 horas semanais e exigir o pagamento das horas de trabalho extraordinário vencidas e não liquidadas.

Reivindicam, além disto, progressões na carreira e acesso à ADSE. Em comunicado, a Fesap, liderada por José Abraão, refere ainda que outra das exigências em cima da mesa é a celebração de um a acordo coletivo de trabalho para quem tem contrato individual de trabalho – o que permite ter um regime de carreira e de progressão em igualdade de condições com os restantes colegas com contrato e trabalho em funções públicas.

Mas os protestos da função pública não vão ficar por aqui e para 4 de maio está também já marcada uma greve do pessoal não docente das escolas. Há pré-avisos da Fesap e da Federação Nacional de Educação e também da Federação Nacional dos Trabalhadores em Funções Públicas (Frente Comum).

A reposição das carreiras especiais e a valorização salarial são os motivos invocados pela Frente Comum que, sobre este último tema, acentua que esta valorização tem de ser feita através de atualizações salariais e de mudanças na Tabela Remuneratória Única (TRU). Esta estrutura sindical (afeta à CGTP) exige ainda a integração dos trabalhadores precários e o fim da contratação de novos precários para assegurar funções permanentes dos serviços.

A integração dos precários e o facto de continuarem a ser contratadas a termo pessoas para funções permanentes nas escolas são argumentos igualmente invocados pela Fesap no pré-aviso de greve que fez seguir esta quinta-feira.

Na semana seguinte, dias 8, 9 e 10 de maio, será a vez de os médicos avançarem para a greve, vincando desta forma o seu protesto à falta de resposta do governo sobre as propostas que fizerem à tutela e onde se inclui a redução do número das horas de urgência. Esta greve foi convocada pela Federação nacional dos Médicos (FNAM) e pelo Sindicato Independente dos Médicos (SIM).

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