Energia

Grupo Águas de Portugal investe 370 ME para a neutralidade energética

O ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, presidiu à sessão no grupo Águas de Portugal. ( HUGO DELGADO/LUSA)
O ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, presidiu à sessão no grupo Águas de Portugal. ( HUGO DELGADO/LUSA)

O Programa Zero vai permitir eliminar, em 2030, cerca de 205 toneladas de emissões de CO2 por ano, representando uma poupança de 5,3 milhões ao ano

O grupo Águas de Portugal está apostado em atingir a neutralidade energética na próxima década, com o Programa Zero, apresentado publicamente esta quarta-feira, e que está assente numa “estratégia continuada de redução de consumos e de aumento da produção própria de energia 100% renovável”. O investimento é de 370 milhões de euros e vai permitir ao grupo obter, em 2030, uma poupança anual de 5,3 milhões de euros (a preços atuais) com a eliminação de 205 toneladas de emissões de CO2 ao ano.

O grupo AdP “é o maior consumidor público” de energia elétrica em Portugal, com consumos da rede superiores a 725,1 GWh/ano em 2019, mais de 1,4% do consumo total do país. O Programa Zero revê uma produção de cerca de 708 GWh/ano através de recursos endógenos disponíveis nas empresas do grupo, designadamente com origem no biogás das Estações de Tratamento das Águas Residuais (ETAR) e nas energias eólica, hídrica e solar fotovoltaico, incluindo solar flutuante que virá a ser instalado nas albufeiras. Só a produção de energia a partir do solar representará 70% da produção total prevista no programa.

“O programa vai neutralizar o equivalente a 746 GWh – o correspondente ao consumo energético estimado para 2030 -, representando uma neutralidade energética de 105,3% e uma neutralidade carbónica equivalente”, explica o grupo AdP. A empresa será obrigada a recorrer a alguma armazenagem, já que irá produzir para além das suas necessidades.

O investimento total do do Programa Zero, que envolve todas as empresas do grupo AdP, incluindo as atividades desenvolvidas a nível internacional, corresponde a 370 milhões de euros, mas sobe para os 480 milhões se tivermos em conta as ações da responsabilidade das entidades gestoras dos sistemas municipais.

Com esta iniciativa, a Águas de Portugal no “primeiro grupo de dimensão internacional a atingir a neutralidade energética em todas as suas atividades nacionais e internacionais a nível mundial”.

O programa surge na sequência do projeto EPAL 0% que permitirá atingir a neutralidade energética e de emissões no ano 2025, através da construção de centrais de produção de energia hidroelétrica nas suas condutas de água, eólica e fotovoltaica. A construção da primeira central hidroelétrica para aproveitar a energia gerada pela água tratada na Estação de Tratamento de Água (ETA) da Asseiceira foi já adjudicada, tornando-a a maior ETA do país 100% autossustentável em energia.

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