Grupo Bel quer 51% do GMG e passar o DN novamente a diário

Grupo liderado por Marco Galinha comprou posição do Novo Banco no Global Media Group, mas objetivo é ficar com a maioria do capital.

O grupo empresarial liderado por Marco Galinha quer ficar com uma posição maioritária de 51% no Global Media Group (GMG, dono do Dinheiro Vivo, DN e TSF), avança o empresário em entrevista ao jornal Público. Depois de comprada a participação de 10% do Novo Banco, Galinha prepara-se agora para adquirir a parte da Olivemedia (19,25%), e a da Grandes Notícias (10,5%).

"O objetivo final é a maioria: o nosso negócio é de 51%", diz o empresário, sendo que para isso "há um acordo entre os acionistas para a nossa opção de compra, que está assegurada e sujeita a acordo de confidencialidade", diz na entrevista.

Quanto aos planos que tem para o GMG, Galinha adianta que "o Diário de Notícias tem de passar a diário em papel novamente — um diário semanal não faz sentido —, ser o grande jornal da região de Lisboa. Com mais foco no digital e menos no papel, mas o papel nunca vai acabar. O papel está no limite da queda. O blue screen é um problema e eu não troco o papel por uma aplicação digital", considera. O diário desportivo O Jogo "vai ter a versão Porto e outra Lisboa".

Mas o grande foco estará fora do país: "este projeto assenta mais na lusofonia do que em Portugal. O que queremos é um grupo que olhe para Angola com seriedade, de forma independente, para Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe, Moçambique, Guiné-Bissau. Brasil não. África é o futuro da humanidade, é onde nós queremos estar", adianta.

O Grupo Bel assumirá as rédeas do GMG depois do concluído o plano de reestruturação já previsto. "A nossa condição de compra foi que eles tinham de executar esse plano e deve estar a ser executado. Mas isso é o passado, não é o futuro. E o futuro do grupo é investimento, no DN, em novos jovens jornalistas", sublinha o empresário.

 

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