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Grupo de trabalho sobre cargas e descargas com conclusões no final do mês

LUÍS FORRA/LUSA
LUÍS FORRA/LUSA

As primeiras conclusões do grupo de trabalho sobre cargas e descargas dos motoristas deverão ser conhecidas dia 30 de setembro

As primeiras conclusões do grupo de trabalho sobre cargas e descargas dos motoristas deverão ser conhecidas dia 30 de setembro, disse o porta-voz do Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), Anacleto Rodrigues à Lusa.

“Ainda estamos no processo de ouvir as partes, de fazer sugestões dos vários intervenientes. Em princípio, no dia 30 de setembro, já se poderão adiantar algumas conclusões de alguns resultados desse grupo de trabalho”, disse Anacleto Rodrigues, representante do SIMM, à Lusa.

Em 26 de agosto foi anunciado que o Governo criou um grupo de trabalho, constituído por representantes do executivo e de várias entidades, que tem 12 semanas a partir de hoje para apresentar propostas para melhorar a regulamentação no setor dos operadores logísticos e portos marítimos.

Numa reunião que decorreu hoje no Ministério das Infraestruturas e Habitação, em Lisboa, “já houve avanços em algumas propostas que já tinham sido feitas, mas ainda não ficou nada decidido”, afirmou Anacleto Rodrigues.

O representante do sindicato considerou ainda que a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) “é a parte que mais está em xeque”, por representar as plataformas logísticas onde os motoristas têm mais dificuldades nas descargas.

As propostas do SIMM “consistem no motorista não fazer qualquer trabalho de carga ou descarga nessas bases logísticas”, sendo os únicos motoristas autorizados a fazer esse tipo de trabalho “aqueles que têm de usar equipamento específico da viatura”, como no caso de combustíveis ou outros produtos transportados em cisternas.

Uma outra questão abordada no grupo de trabalho é a redução dos tempos de espera nas cargas e descargas.

“Aí, são mais visadas e serão mais beneficiadas as empresas, mas os motoristas serão beneficiados de forma indireta”, uma vez que uma maior articulação na redução dos tempos de espera para cargas e descargas permitirá uma redução da jornada diária dos motoristas.

“Se os tempos de carga e descarga reduzirem, e as empresas onde nós vamos carregar e descarregar forem penalizadas (…) por demorarem demasiado tempo para carregar e descarregar, os motoristas farão o mesmo serviço, o transporte é rentável, mas o motorista já não precisa de 15 horas”, explicou Anacleto Rodrigues.

Outra das reivindicações dos sindicalistas é a melhoria das condições de espera pelas cargas e descargas, que por vezes são feitas “ao sol, à chuva, na rua, sem sequer uma cadeira para sentar, sem um mínimo de condições”.

“Nós estamos a exigir que essas bases logísticas e grandes entrepostos tenham salas de espera para os motoristas, com uma casa de banho e uma sala climatizada”, detalhou.

O grupo de trabalho é coordenado pelo membro do Governo da área das Infraestruturas e Habitação, contando ainda com membros da Economia, Trabalho e Mar.

Dos transportadores, fazem parte a Antram – Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias, ANTP – Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas, Fectrans – Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, do SIMM – Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias e um representante da ACT – Autoridade para as Condições do Trabalho.

Hoje, à Lusa, Anacleto Rodrigues disse que o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigiosas (SNMMP) se irá juntar ao grupo de trabalho numa reunião na sexta-feira.

O grupo de trabalho inclui ainda entidades como a AMT – Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, IMT – Instituto da Mobilidade e dos Transportes.

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