Grupo Espírito Santo espera encaixar cerca de 200 milhões com Tivoli

Ricardo Salgado, presidente do BES
Ricardo Salgado, presidente do BES

O Grupo Espírito Santo já recebeu quatro propostas pela sua cadeia de hotéis Tivoli Hotels & Resort e espera, com esta operação de venda, encaixar cerca de 200 milhões de euros, segundo apurou o Dinheiro Vivo.

A Rio Forte – ‘holding’ que agrega os ativos não financeiros no Grupo Espírito Santo e que detém os hotéis Tivoli – recebeu ofertas de investidores ingleses e norte-americanos, tanto de fundos de ‘private equity’ como de grandes grupos hoteleiros internacionais.

Além disso, o Dinheiro Vivo sabe que
uma das ofertas foi feita por um consórcio entre um grupo
internacional e um parceiro português, que tudo aponta para que seja o Grupo Pestana.

Recentemente o administrador do Grupo Pestana, Luigi Valle, admitiu em entrevista ao Sol, que está analisar os hotéis Tivoli, e que “há boas oportunidades”.

A concretizar-se este cenário, o Grupo
Pestana conseguiria assim reforçar a sua presença enquanto maior grupo hoteleiro português.
Atualmente o Pestana conta com 28 hóteis na Europa (25 em Portugal),
nove em África, 13 na América Latina e um nos EUA.

Apesar de não existir um prazo limite para apresentação de propostas, ou mesmo para um decisão, o Dinheiro Vivo sabe que, dentro do grupo, há uma indicação para que o processo seja célere. A expetativa aponta para que, até setembro, já se saiba quem será o novo dono da cadeia Tivoli Hotels & Resort que conta com
um total de 14 unidades hoteleiras (12 em Portugal e
duas no Brasil).

A assessorar a operação está o BES
Investimento e também o HVS Global Hospitality Services, uma
consultora especializada neste sector.

O grupo está a passar por uma grande
reestruturação, nomeadamente com uma melhor definição da área
financeira e não financeira. O BES e a restante área financeira do
GES passaram a estar debaixo do mesmo braço. Isto significa que a
Rio Forte Investments (detida em 100% pela ESI) passou a deter
debaixo de si todos os activos não financeiro e tainda o Espírito
Santo Financial Group (ESFG), que detém 35,5% do BES e 100% da
seguradora Tranquilidade.

Esta reorganização do grupo terá
sido uma resposta da família à pressão do Banco de Portugal. Com
esta organização a Rio Forte acabou por substituir a ESI como
‘holding’ central do grupo.

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